sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ante a Vida Mental

Quando a criatura passa a interrogar o porquê do destino e da dor e encontra a luz dos princípios espiritistas a clarear-lhe os vastos corredores do santuário interno, deve consagrar-se à apreciação do pensamento, quanto lhe seja possível, a fim de iniciar-se na decifração dos segredos que, para nós todos, ainda velam o fulcro mental.

Se as incógnitas do corpo fazem no mundo a paixão da ciência, que designa exércitos numerosos de hábeis servidores para a solução dos problemas de saúde e genética, reconforto e eugenia, além túmulo a grandeza na mente desafia-nos todos os potenciais de inteligência, no trato metódico dos assuntos que lhe dizem respeito.

A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observação do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos.

Libertos do veículo de carne, quando temos a felicidade de sobre pairar além das atrações de natureza inferior, que, por vezes, no imantam à crosta da Terra, indefinidamente, compreendemos que o poder mental reside na base de todos os fenômenos e circunstâncias de nossas experiências isoladas ou coletivas.

A mente é manancial vivo de energias criadoras.

O pensamento é substância, coisa mensurável.

Encarnados e desencarnados povoam o Planeta, na condição de habitantes dum imenso palácio de vários andares, em posições diversas, produzindo pensamentos múltiplos que se combinam, que se repelem ou que se neutralizam.

Correspondem-se as idéias, segundo o tipo em que se expressam, projetando raios de força que alimentam ou deprimem, sublimam ou arruínam, integram ou desintegram, arrojados sutilmente do campo das causas para a região dos efeitos.

A imaginação não é um país de névoa, de criações vagas e incertas. É fonte de vitalidade, energia, movimento…

O idealismo operante, a fé construtiva, o sonho que age, são os pilares de todas as realizações.

Quem mais pensa, dando corpo ao que idealiza, mais apto se faz à recepção das correntes mentais invisíveis, nas obras do bem ou do mal.

E, em razão dessa lei que preside à vida cósmica, quantos se adaptarem, ao reto pensamento e à ação enobrecedora, se fazem preciosos canais da energia divina, que, em efusão constante, banha a Humanidade em todos os ângulos do Globo, buscando as almas evoluídas e dedicadas ao serviço de santificação, convertendo-as em médiuns ou instrumentos vivos de sua exteriorização, para benefício das criaturas e erguimento da Terra ao concerto dos mundos de alegria celestial.



Do Livro “Roteiro”
Pelo espírito Emmanuel
Ppsicografado por Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Livro dos Espíritos

A raça humana dos nossos dias tem trazido para si mesmo violência, delinqüência e insatisfação, como resultado do avanço da Tecnologia e da louca perseguição de muitos conceitos.
Entretanto, os problemas urgentes do íntimo do homem encontram resposta dentro dos princípios espíritas. O Livro dos Espíritos é chave para contrabalançar as questões perturbadoras do comportamento social e emocional dos nossos tempos.
O Livro dos Espíritos torna muitas pessoas conscientes de suas responsabilidades através da fé racional bem fundada sobre fatos. Isto trará o renascimento do Cristianismo em toda a sua pureza.
Dessa forma, O Livro dos Espíritos é a síntese da Ciência, Filosofia e Religião, trazendo a resposta de Deus aos clamores do homem - o Consolador prometido por Jesus.

Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia especular, em inglês, recebida por Divaldo Pereira Franco, durante o 2o Congresso Espírita Brasileiro, em Brasília, no dia 14 de abril de 2007. Traduzida, no momento, por João Dalledone, presidente do British Union of Spiritist Societies (BUSS). Fonte: Suplemento do Reformador Maio de 2007.

A reforma íntima!

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.

Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranqüilidade.

Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.

Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.

Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.

Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.

Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.

Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.

*

É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.

Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.

Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.

Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.

Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.

*

Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.

Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.

Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.

*

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.

Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.

A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
1a edição. Salvador, BA: LEAL, 1987.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Convite à Fraternidade

"Ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo do médio, mas no velador." (Mateus: capítulo 5º, versículo 15.)
Abençoado pela oportunidade de progredir em regime de liberdade relativa, no corpo que te serve de esteio para a evolução, considera a situação dos que foram colhidos pelas malhas da criminalidade e expungem em regime carcerário os erros, à margem da sociedade, a benefício deles mesmos e da comunidade.
Visitá-los constitui dever impostergável.
Não é necessário que sindiques as razões que os retêm entre as grades ou no campo aberto das colônias agrícolas correcionais ou que te inquietes em face aos dramas que os sobrecarregam.
Há sim, alguns que são criminosos impenitentes, reincidentes, sem coração... Doentes, portanto, psicopatas infelizes ou obsidiados atormentados, sem dúvida...
Outros, no entanto...
Mães que não suportaram os incessantes maus-tratos de companheiros degenerados;
Irmãos avassalados pelo que consideravam injustiças terríveis e não tiveram energias para superar o momento crítico;
Operários espezinhados que não dispunham de forças para vencer a crise;
Patrões ludibriados que tomaram a justiça nas mãos;
Jovens viciados por este ou aquele fator desequilibrante, que agiram atados sob a constrição de drogas ou paixões;
Homens e mulheres probos que foram surpreendidos pela infelicidade num momento de fraqueza;
Adolescentes ou anciãos que foram levados ao furto pela fome.
Quantas crianças, também, em Reformatórios, Escolas corretivas, porque não tiveram um pouco de carinho e desde cedo somente receberam reproche e desprezo social!
Podes fazer algo.
Tens muito para dar, especialmente no que diz respeito a valores morais e espirituais.
Confraterniza com eles e acende nas suas almas a flama do ideal imortalista, para que encontrem mesmo aí onde sofrem um norte que lhes constitua bússola e rota na imensa noite do desespero que sempre irrompe nas celas em que se demoram enjaulados por fora ou encarcerados por dentro.
Constatarás que ajudá-los é ajudar-se e ser fraterno para com eles é libertar-se de várias constrições que te inquietam, pondo a luz da tua fé no velador da fraternidade.

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 25.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Consciência e Plenitude

A busca da plenitude constitui a meta essencial da

consciência lúcida que descobriu os valores reais da vida e superou os

equívocos do ego, no processo da evolução do ser espiritual.

Conscientizado quanto à realidade da vida, na sua qualidade de hálito

divino e eterno, sabe que a rapidez do trânsito carnal em nada afeta o

conteúdo de que se constitui, porquanto identifica o mecanismo da

evolução graças ao qual se adentra na existência física, através da

concepção fetal e abandona-a por meio da anoxia cerebral, quando lhe

advém a morte.

Felicitado pela perfeita identificação dos objetivos humanos, empenha-se

por entesourar os recursos inalienáveis do bem, preservando a paz

íntima e comportando-se dentro dos cânones da ordem e do dever,

fomentadores do próprio, como do progresso geral.

A consciência seleciona as necessidades reais das que são utópicas,

abrindo espaços à realização interior que induz ao amor como meio

especial de alcançar a plenitude.

Sonhada por todos os povos, nas mais variadas época

s da História, foi assinalada por santos, místicos e heróis, como Nirv

ana, Samadi, Paraíso, glória, encontrando em Jesus a denominação amena de

Reino dos Céus, onde não vicejam as dores nem as angústias , as saudades

nem as aflições.

Delimitando-lhe as balizas no próprio coração da criatura, o Mestre

Divino propôs o mergulho no oceano dos sentimentos,

onde pode sobrenadar, fruindo de harmonia, sem ansiedade, nem

arrependimento, sem perturbação ou tormento...

Conquistada a consciência que propicia amadurecimento, o ser alcança o estado de plenitude espiritual, não obstante se encontre no invólucro carnal.

Enquanto estejas na vida corporal, exercita-te na fraternidade, não te

deixando perturbar por querelas e paixões dissolventes.

Cuida de viver com intensidade e sem cansaço as horas da existência,

deixando-as passar com real aproveitamento, de modo

que a recordação delas não te cause remorso ou lamentação.



Os momentos de consciência profunda , objetiva, proporcionam a memória

da plenitude, passo inicial para a integração no espírito total da vida.

Jesus assinalou esta conquista ao afirmar :

"Eu e meu Pai somos um."

Havia uma perfeita identificação entre Ele e o Gerador Universal,

acenando aos Seus discípulos a possibilidade de consciência integral com

plenitude pessoal.

Interessado na elucidação da plenitude , ALLAN KARDEC indagou aos Gênios

Espirituais, conforme anotou em O Livro dos Espíritos, na questão 967:

- Em que consiste a felicidade dos bons espíritos ?

- Em conhecerem todas as coisas; em não sentirem ó

dio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que

ocasionam a desgraça dos homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade. Não

experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da

Vida material. São felizes pelo bem que fazem....

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Momentos de Consciência.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pensamento e Perispírito

Portador de expressiva capacidade plasmadora, o perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento, que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras.

Corpo intermediário entre o ser pensante, eterno, e os equipamentos físicos, transitórios, por ele se processam as imposições da mente sobre a matéria e os efeitos dela em retorno à causa geratriz.

Captando o impulso do pensamento e computando a resposta da ação. A ele se incorporam os fenômenos da conduta atual do homem, assim programando os sucessos porvindouros, mediante os quais serão aprimoradas as conquistas, corrigidos os erros e reparados os danos destes últimos derivados.

Constituído por campos de forças muito especiais, ele irradia vibrações específicas portadoras de carga própria, que facultam a perfeita sintonia com energias semelhantes, estabelecendo áreas de afinidade e repulsão equivalentes às ondas emitidas.

Assim, quando por ocasião da reencarnação o Espírito é encaminhado por necessidade evolutiva aos futuros progenitores, no momento da fecundação o gameta masculino vitorioso esteve impulsionado pela energia do seu perispírito, que naquele espermatozóide encontrou os fatores genéticos de que necessitava para a programática a que se deve submeter.

A partir desse momento, os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros perispirituais, vão organizando o corpo que o Espírito habitará, conforme os atos morais praticados nas suas existências anteriores.

Como é certo que, em casos especiais, há toda uma elaboração de programa para o reencarnante, na generalidade, os automatismos vibratórios das Leis de Causalidade respondem pela ocorrência, que jamais tem lugar ao acaso.

Todo elemento irradia vibrações que lhe tipificam a espécie e respondem pela sua constituição.

Espermatozóides e óvulos, em conseqüência, possuem campos de força específico, que propele os primeiros para o encontro com os últimos, facultando os surgimento da célula-ovo.

Por sua vez, cada gameta exterioriza ondas que correspondem à sua fatalidade biológica, na programação genética de que se faz portador.

Desse modo, o perispírito do reencarnante sincroniza com a vibração do espermatozóide que possui a mesma carga vibratória, isto é, que dispõe dos germens da futura forma, sobre ele incidindo e passando a plasmar o corpo compatível com as necessidades evolutivas, como decorrência das catalogadas ações pretéritas. Equilíbrio da forma ou anomalia, habilidade e destreza ou incapacidade, inteligência, memória e lucidez ou imbecilidade, atraso mental, oligofrenia serão estabelecidos desde já pela incidência das conquistas espirituais sobre o embrião em desenvolvimento.

Sem descartarmos a hereditariedade nos processos da reencarnação, o seu totalitarismo, conforme pretendem diversos estudiosos da Embriologia e outras áreas da Ciência, não tem razão de ser.

Cada Espírito é legatário de si mesmo. Seus atos e sua vida anterior são os plasmadores da sua nova existência corporal, impondo os processos de reabilitação, quando em dívida, ou de felicidade, se em crédito, sob os critérios da Divina Justiça.

Certamente, caracteres físicos, fisionômicos e até alguns comportamentais resultam das heranças genéticas e da convivência em família, jamais os de natureza psicológica, que afetam o destino, ou de ordem fisiológica no mapa da evolução;

Saúde e enfermidade, beleza e feiúra, altura e pequenez, agilidade e retardamento, como outras expressões da vida física, procedem do Espírito, que vem recompor e aumentar os valores bem ou mal utilizados nas existências pretéritas.

Além desses, os comportamentos e manifestações mentais, sexuais, emocionais decorrem dos atos perpetrados antes e que a reencarnação traz de volta para a indispensável canalização em favor do progresso de cada ser.

As alienações os conflitos e traumas, as doenças congênitas, as deformidades físicas e degenerativas, assim como as condições morais, sociais e econômicas são capítulos dos mecanismos espirituais, nunca heranças familiares, qual se a vida estivesse sob injunções do absurdo e da inconseqüência.

A aparente hereditariedade compulsória, assim como a injunção moral atuante em determinando indivíduo, fazendo recordar algum ancestral, explicam-se em razão de ser aquele mesmo Espírito, ora renascido no clã, para dar prosseguimento a realizações que ficaram incompletas ou refazer as que foram perniciosas. Motivo este que libera “o filho de pagar pelos pais” ou avós, o que constituiria, se verdadeiro, uma terrível e arbitrária imposição da Justiça que, mesmo na Terra, tem um código penalógico mais equilibrado.

Os pensamentos largamente cultivados levam o indivíduo a ações inesperadas, como decorrência da adaptação mental que se permitiu. Desencadeada a ação, os efeitos serão incorporados ao modus vivendi posterior da criatura. E mesmo quando não se convertem em atitudes e realizações por falta de oportunidade, aquelas aspirações mentais vividas em clima interior apresentam-se como formas e fantasmas que terão de ser diluídas através de reagentes de diferente ordem, para que se restabeleça o equilíbrio do conjunto espiritual.

Conforme a consonância mental da idéia aparece uma correspondente necessidade da emoção.

Todos esses condicionamentos estabelecem o organograma físico, mental e moral da futura empresa reencarnacionista a que o Espírito se deve submeter, ante o fatalismo da evolução.

O conjunto – Espírito ou mente, perispírito ou psicossoma e corpo ou soma – é tão estranhadamente conjugado no processo da reencarnação que, em qualquer período da existência, são articulados ou desfeitos sucessivos equipamentos que procedem da ação de um sobre o outro. O Espírito aspira e o perispírito age sobre os implementos materiais, dando surgimento a respostas orgânicas ou a fatos que retornam à fonte original, como efeito da ação física que o mesmo corpo transfere, para o ser eterno, concedendo-lhe crédito ou débito que se incorpora à economia da vida planetária.

O mundo mental, das aspirações e ideais, é o grande agente modelador do mundo físico, orgânico. Conforme as propostas daquele têm lugar as manifestações neste.

Assim se compreende por que a Terra é mundo de “provas e expiações”, considerando-se que os Espíritos que nela habitam estagiam na sua grande generalidade em faixas iniciais, inferiores, portando, da evolução.

À medida que o ser evolve melhores condições estatui para o próprio crescimento, dentro do mesmo critério da lei do progresso, que realiza com mais segurança os mecanismos de desenvolvimento de acordo com as conquistas logradas. Quanto mais adiantado um povo, mais fáceis e variados são-lhe os recursos para o seu avanço.

O pensamento, desse modo, é um agente de grave significado no processo natural da vida, representando o grau de elevação ou inferioridade do Espírito que, mediante o seu psicossoma ou órgão intermediário, plasma o que lhe é melhor e mais necessário para marchar no rumo da libertação.

Manoel Philomeno de Miranda

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 23.01.1986, no Centro Espírita “Caminho da Redenção”, em Salvador-BA. Publicada no REFORMADOR de Abril/ 1986).

Responsabilidade mediúnica

Uma reunião mediúnica séria, à luz do Espiritismo, é constituída por um conjunto operacional de alta qualidade, em face dos objetivos superiores que se deseja alcançar.

Tratando-se de um empreendimento que se desenvolve no campo da energia, requisitos graves são exigidos, de forma que sejam conseguidas as realizações, passo a passo, até a etapa final.

Não se trata de uma atividade com características meramente transcendentais, mas de um labor que se fundamenta na ação da caridade, tendo-se em vista os Espíritos aos quais é direcionado.

Formada por um grupamento de pessoas responsáveis e conscientes do que deverão realizar, receberam preparação anterior, de modo a corresponderem aos misteres a que todos são convocados para exercer, no santificado lugar em que se programa a sua execução.

Deve compor-se de conhecedores da Doutrina Espírita e que exerçam a prática da caridade sob qualquer aspecto possível, de maneira a conduzirem créditos morais perante os Soberanos Códigos da Vida, assim atraindo as Entidades respeitáveis e preocupadas com o bem da Humanidade.

Resultado de dois aglomerados de servidores lúcidos – desencarnados e reencarnados – que têm como responsabilidade primordial manter a harmonia de propósitos e de princípios, a fim de que os labores que programam sejam executados em perfeito equilíbrio.

Para ser alcançada essa sincronia, ambos os segmentos comprometem-se a atender os compromissos específicos que devem ser executados.

Aos Espíritos orientadores compete a organização do programa, desenhando as responsabilidades para os cooperadores reencarnados, ao tempo em que se encarregam de produzir a defesa do recinto, a seleção daqueles que se deverão comunicar, providenciando mecanismos de socorro para antes e depois dos atendimentos.

Confiando na equipe humana que assumiu a responsabilidade pela participação no trabalho de graves conseqüências, movimentam-se, desde às vésperas, estabelecendo os primeiros contatos psíquicos daqueles que se comunicarão com os médiuns que lhes servirão de instrumento, desenvolvendo afinidades vibratórias compatíveis com o grau de necessidade de que se encontram possuídos.

Encarregam-se de orientar aqueles que se comunicarão, auxiliando-os no entendimento do mecanismo mediúnico, para evitar choques e danos à aparelhagem delicada da mediunidade, tanto no que diz respeito às comunicações psicofônicas atormentadas quanto às psicográficas de conforto moral e de orientação.

Cuidam de vigiar os comunicantes, poupando os componentes da reunião de agressões e de distúrbios defluentes da agitação dos enfermos mentais e morais, bem como das distonias emocionais dos perversos que também são conduzidos ao atendimento.

Encarregam-se de orientar o critério das comunicações, estabelecendo de maneira prudente a sua ordem, para evitar tumulto durante o ministério de atendimento, assim como impedindo que o tempo seja malbaratado por inconseqüência do padecente desencarnado.

Nunca improvisam, porquanto todos os detalhes do labor são devidamente examinados antes, e quando algo ocorre que não estava previsto, existem alternativas providenciais que impedem os desequilíbrios no grupo.

Equipamentos especializados são distribuídos no recinto para utilização oportuna, enquanto preservam o pensamento elevado ao Altíssimo...

Concomitantemente, cabem aos membros reencarnados as responsabilidades e ações bem definidas, para que o conjunto se movimente em harmonia e as comunicações fluam com facilidade e equilíbrio.

Todo o conjunto é resultado de interdependência, de um como do outro segmento, formando um todo harmônico.

Aos médiuns é imprescindível a serenidade interior, a fim de poderem captar os conteúdos das comunicações e as emoções dos convidados espirituais ao tratamento de que necessitam.

A mente equilibrada, as emoções sob controle, o silêncio íntimo, facultam o perfeito registro das mensagens de que são portadores, contribuindo eficazmente para a catarse das aflições dos seus agentes.

O médium sabe que a faculdade é orgânica, mantendo-se em clima de paz sempre que possível, não apenas nos dias e nas horas reservadas para as tarefas especiais de natureza socorrista, porquanto Espíritos ociosos, vingadores, insensatos que envolvem o planeta encontram-se de plantão para gerar dificuldades e estabelecer conflitos entre as criaturas invigilantes.

Por outro lado, o exercício da caridade no comportamento normal, o estudo contínuo da Doutrina e a serenidade moral, são-lhe de grande valia, porque atraem os Espíritos nobres que anelam por criar uma nova mentalidade entre as criaturas terrestres, superando as perturbações ora vigentes no planeta.

Não é, porém, responsável somente o medianeiro, embora grande parte dos resultados dependam da sua atuação dignificadora, o que lhe constituirá sempre motivo de bem-estar e de felicidade, por descobrir-se como instrumento do amor a serviço de Jesus entre os seus irmãos.

Aos psicoterapeutas dos desencarnados é impositivo fundamental o equilíbrio pessoal, a fim de que as suas palavras não sejam vãs, e estejam cimentadas pelo exemplo de retidão e de trabalho a que se afervoram.

O seu verbo será mantido em clima coloquial e sereno, dialogando com ternura e compaixão, sem o verbalismo inútil ou a presunção salvacionista, como se fosse portador de uma elevação irretocável.

Os sentimentos de amor e de misericórdia igualmente devem ser acompanhados pelos compromissos de disciplina, evitando diálogos demorados e insensatos feitos de debates inconseqüentes, tendo em vista que a oportunidade é de socorro e não de exibicionismo intelectual.

O objetivo da psicoterapia pela palavra e pelas emanações mentais e emocionais de bondade não é o de convencer o comunicante, mas o de despertá-lo para o estado em que se encontra, predispondo-o à renovação e ao equilíbrio, nele se iniciando o despertamento para a vida espiritual.

Conduzir-se com disciplina moral, no dia-a-dia da existência, é um item exigível a todos os membros da grei, a fim de que a amizade, o respeito e o apoio dos Benfeitores auxiliem-nos na conquista de si mesmos.

Numa reunião mediúnica séria, não há lugar para dissimulações, ressentimentos, antipatias, censuras, porque todos os elementos que a constituem têm caráter vibratório, dando lugar a sintonias compatíveis com a carga emocional de cada onda mental emitida.

Desse modo, não há porque alguém preocupar-se em enganar o outro, porquanto, se o fizer, a problemática somente a ele próprio perturbará.

À equipe de apoio se reservam as responsabilidades da concentração, da oração, da simpatia aos comunicantes, acompanhando os diálogos com interesse e vibrando em favor do enfermo espiritual, a fim de que possa assimilar os conteúdos saudáveis que lhe são oferecidos.

Nunca permitir-se adormecer durante a reunião, sob qualquer justificativa em que o fenômeno se lhe apresente, porque esse comportamento gera dificuldades para o conjunto, sendo lamentável essa autopermissão...

Aos médiuns passistas cabem os cuidados para se manterem receptivos às energias saudáveis que provêm do Mundo Maior, canalizando-as para os transeuntes de ambos os planos no momento adequado.

Todo o movimento entre as duas esferas de ação deve acontecer suavemente, como num centro cirúrgico, que o é, de modo a refletir-se na segurança do atendimento que se opera.

Os círculos mediúnicos sérios, que atraem os Espíritos nobres e que encaminham para os seus serviços aqueles desencarnados que lhes são confiados, não podem ser resultado de improvisações, mas de superior programação.

Os membros que os constituem estarão sempre atentos aos compromissos assumidos, de forma que possam cooperar com os Mentores em qualquer momento que se faça necessário, mesmo fora do dia e horário estabelecidos.

Pontualidade de todos na freqüência, cometimento de conduta no ambiente, unção durante os trabalhos e alegria por encontrar--se a serviço de Jesus, são requisitos indispensáveis para os resultados felizes de uma reunião mediúnica séria à luz do Espiritismo.

Manoel Philomeno de Miranda

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 28 de agosto de 2007, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador (BA)

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Advertência aos Médiuns

Advertência aos Médiuns

Allan Kardec afirmou com sabedoria que a mediunidade é "apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos em geral."(1)
Por essa e outras razões, os médiuns não se podem vangloriar de haverem sido eleitos como missionários da Nova Era, deixando-se sucumbir aos tormentos da fascinação sutil ou extravagante.

A atividade mediúnica, por isso mesmo, constitui oportunidade abençoada para o aperfeiçoamento intelecto-moral do indivíduo, que se permitiu dislates em reencarnações anteriores, comprometendo-se em lamentáveis situações espirituais.
A mediunidade é, portanto, um ensejo especial para a autorrecuperação, devendo ser utilizada de maneira dignificante, em cujo ministério de amor e de caridade será encontrada a diretriz de segurança para o reequilíbrio.
Quando se trata de mediunidade ostensiva, com mais gravidade devem ser assumidos os deveres que lhe dizem respeito, porquanto maior se apresenta a área de serviço a ser desenvolvido.
Em qualquer tipo de realização nobilitante sempre se enfrentam desafios e lutas, em face do estágio evolutivo em que se encontram os seres humanos e o planeta terrestre. É natural que haja alguma indiferença pelo que é bom e elevado, quando não se apresentam hostilidades em trabalho impeditivo da sua divulgação.
Sendo a mediunidade um recurso que possibilita o intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, as mentes desprevenidas ou ainda arraigadas na perversidade tudo investem para impedir que o fenômeno ocorra de maneira saudável, proporcionando, assim, os meios para restabelecer-se a ordem moral e confirmar-se a imortalidade do ser, propondo-lhe equilíbrio e venturas no porvir.
Não são poucos os obstáculos a serem transpostos por todo aquele que se candidata ao relevante labor mediúnico. Os primeiros encontram-se no seu mundo íntimo, nos hábitos doentios a que se acostumou no pretérito, quando permaneceu distanciado dos deveres morais, criando problemas para o próximo, que resultaram em inquietações para si mesmo. A luta a ser travada, para a superação do desafio, ninguém vê, exceto aquele que está empenhado no combate em favor da autolibertação, impondo-se a necessidade de rigorosas disciplinas que possam proporcionar-lhe novas condutas saudáveis, capazes de facilitar-lhe a execução das tarefas espirituais sob a responsabilidade e comando dos Mensageiros do Senhor.
O estudo consciente da faculdade mediúnica e a vivência dos requisitos morais são, a seguir, outro grande desafio, por imporem condições de humildade no desempenho das tarefas, tomando sempre para si as informações e advertências que lhe chegam do Mais Além, ao invés de transferi-las para os outros.
O médium sincero, mais do que outro lidador laborioso em qualquer área de ação, encontra-se em constante perigo, necessitando aplicar a vigilância e a oração com frequência, de modo a manter-se em paz ante o cerco das Entidades ociosas e vingadoras da erraticidade inferior. Isto porque, comprazendo-se na prática do mal, a que se dedicam, as mesmas transformam-se em inimigos gratuitos de todos aqueles que lhes parecem ameaçar a situação em que se encontram.
Por isso mesmo, a prática mediúnica reveste-se de seriedade e de entrega pessoal, não dando espaço para o estrelismo, as competições doentias e as tirânicas atitudes de agressão a quem quer que seja...
Devendo ser passivo o médium, a fim de bem captar o pensamento que verte das Esferas superiores, o seu comportamento há de caracterizar-se pela jovialidade, pela compreensão das dificuldades alheias, pela compaixão em favor de tudo e de todos que encontre pelo caminho.
As rivalidades entre médiuns, que sempre existiram e continuam, defluem da inferioridade moral dos mesmos, porque a condição mais relevante a ser adquirida é a de servidor incansável, convidado ao trabalho na Seara por Aquele que é o Senhor .
Examinar com cuidado as comunicações de que se faz portador, evitando a divulgação insensata, de temas geradores de polêmica, a pretexto de revelações retumbantes, e defendê-los, constitui inadvertência e presunção, por considerar-se como o vaso escolhido para as informações de alto coturno, que o mundo espiritual libera somente quando isso se faz necessário. Jamais esquecer, quando incluído nessa categoria, que o caráter da universalidade do ensino, conforme estabelecer o mestre de Lyon, é fundamental para demonstrar a qualidade e a origem do ensinamento, se pertencente a um Espírito ou se, em chegando o momento da sua divulgação entre as criaturas humanas, procede da Espiritualidade superior.
Quando se sente inspirado a adotar comportamentos esdrúxulos, informações fantasiosas e de difícil confirmação, materializando o mundo espiritual como se fosse uma cópia do terrestre e não ao contrário, certamente está a desserviço do Bem e da divulgação do Espiritismo.
O verdadeiro médium espírita é discreto, como corresponde em relação a todo cidadão digno, evitando, quanto possível, o empenho em impor as revelações de que se diz instrumento.
De igual maneira, quando o médium passa a defender-se, a criticar os outros, a autopromover-se demais, encontra-se enfermo espiritualmente, a caminho de lamentável transtorno obsessivo ou emocional.
A sua sensibilidade é considerada não apenas pelo fato de receber os Espíritos superiores, mas pela facilidade de comunicar-se com todos os Espíritos, conforme acentua o insigne Codificador.
Assim deve considerar, porque a mediunidade é, em si mesma, neutra, podendo ser encontrada em todos os tipos humanos, razão pela qual não se trata de uma faculdade espírita, porém, humana, que sempre existiu em todas as épocas da sociedade, desde os tempos mais remotos até os atuais.
No trabalho silencioso e discreto do atendimento aos sofredores, seja no seu cotidiano em relação aos companheiros da romagem carnal, seja nas abençoadas reuniões de atendimento aos desencarnados em agonia, assim como àqueles que se rebelaram contra as Leis da Vida, encontrará o medianeiro sincero inspiração e apoio para a desincumbência da tarefa que abraça.
Dedicando-se ao labor da caridade sem jaça, granjeia o afeto dos Espíritos elevados, que passam a protegê-lo sem alarde e a inspirá-lo nos momentos de dificuldades e de sofrimentos, consolando-o nos testemunhos e na solidão que, não raro, dominam-lhe as paisagens íntimas.Consciente da responsabilidade que lhe diz respeito, não se preocupa com as louvaminhas e os aplausos da leviandade, em agradar os poderosos e os insensatos que o buscam, por compreender que está a serviço da Verdade, que, infelizmente, ainda, como no passado, não existe lugar para a sua instalação. Dessa forma, mantém-se fiel à sua implantação interna, vivendo-a de maneira jovial e enriquecedora, dando mostras de que o Reino de Deus instala-se a princípio no coração, de onde se expande para o mundo transcendente.
Tem cuidado na maneira pela qual exterioriza as informações recebidas, dando-lhes sempre o tom de naturalidade e de equilíbrio, evitando o deslumbramento que a ignorância em torno da sua faculdade sempre reveste com brilho falso os seus portadores.
Jamais se deve permitir a presunção, acreditando-se irretocável, herdeiro da memória e dos valores dos missionários do passado próximo ou remoto, tendo em Jesus Cristo, e não em pessoa alguma, o seu guia e modelo.
Despersonalizar-se para que nele se reflita a figura incomparável do Mestre de Nazaré, eis uma das metas a conquistar, recordando-se de João Batista, que informou sobre a necessidade de diminuir-se para que Ele crescesse, considerando-se indigno de atar as amarras das Suas sandálias...
A mediunidade é instrumento que se pode transformar em vínculo de luz entre a Terra e o Céu, ou furna de perturbação e sofrimento onde se homiziam os invigilantes e desalmados, em conflitos e pugnas contínuas.
A faculdade, em si mesma, é portadora de grande potencialidade para proporcionar a felicidade, quando o indivíduo que a aplica no Bem procura servir com bondade e alegria, evitando a disputa das glórias mentirosas do mundo físico, assim como os desvios de conduta responsáveis pelas quedas morais da sua aplicação indevida.
As trombetas do mundo espiritual ressoam hoje, como em todos os tempos, nas consciências alertas, convocando os corações afetuosos para o grande empreendimento de iluminação de vidas e de sublimação de sentimentos, atenuando as dores expressivas deste momento de transição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.
Aos médiuns dignos e sinceros cabe a grande tarefa de preparar o advento da Era Nova, conforme o fizeram aqueles que se tornaram instrumento das mensagens libertadoras que foram catalogadas por Allan Kardec, nos seus dias, elaborando a Codificação Espírita, e que se mantêm atuais ainda hoje, prosseguindo certamente pelos dias do futuro.
Que os médiuns, pois, se desincumbam do compromisso e não da missão, como alguns levianamente a interpretam, gerando simpatia e solidariedade, unindo as pessoas numa grande família, que a constituem, e sustentando-lhes a sede e a fome de luz e de paz, de esperança e de amor, como somente sabem fazer os Guias da Humanidade a serviço de Jesus.
(1) O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XXIV. Item 12.
Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Página psicografada por Divaldo Pereira Franco, na tarde de 16 de abril de 2009, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia. http://www.divaldofranco.com/mensagens.php?not=117.

CONVITE AO EQUILÍBRIO


Convite ao Equilíbrio

"... Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e Honra". (1º TESSALONICENSES: capítulo 4º, versículo 4.)
Não há como negá-lo. Profundamente vinculados ao espírito, os hábitos decorrem do uso correto ou não que se imprimem às funções desta ou daquela natureza.
No que diz respeito às experiências sexuais, pela imposição procriativa, atendendo à lei de reprodução, o espírito no corpo engendra as grades do presídio em forma de viciações escravizantes ou as asas da sublimação libertadora.
A generalidade das pessoas, no entanto, padece a constrição dos apelos da retaguarda primitiva, fugindo, a princípio impensadamente, e depois em consciência às responsabilidades em relação ao aparelho genésico, mergulhando nos fundos fossos dos vícios cruéis, nos quais a jaula da loucura aprisiona em longo curso aqueles que nela se adentram precipitadamente.
Por isso, sejam quais forem as chamadas liberações morais que te facultem o abuso, resguarda-te no equilíbrio.
Não te permitas fascinar pela falsa tolerância que desborda em conivência de indignidade, porqüanto, mesmo que as condições sociais legalizem estes ou aqueles atentados à moral e ao pudor, dando-lhes cidadania, a má aplicação das forças genésicas produzirá em ti mesmo lamentáveis processos de ulceração espiritual de presença demorada...
Homossexualismo, heterossexualismo, obedecem a programas liberativos que ao espírito são impostos por indispensável necessidade de disciplina da vontade e corrigenda moral.
Respeita, assim, nos limites que a vida te coloca ao alcance da evolução, a oportunidade redentora de que não te podes furtar.
E se te encontras em regime liberativo, sem feridas de qualquer natureza não resvales nos compromissos negativos, para que não retornes estigmatizado pelas chagas que hoje são exibidas ao aplauso como ao sarcasmo no desfile das ruas e nos veículos de comunicação, produzindo cinismo e vilania, longe de qualquer terapêutica educativa ou saneadora.
Equilíbrio em qualquer circunstância como sinal de vitória sobre as paixões e de renovação na luta.
Nesse sentido a recomendação do Apóstolo Paulo não dá margem a qualquer eufemismo: "Que vos abstenhais da prostituição."

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 17.


domingo, 28 de abril de 2013

A MEDIUNIDADE


Todos somos médiuns?

Todos somos portadores da mediunidade natural que é o canal psíquico pelo qual recebemos as influências boas ou ruins que estimulam as experiências do Espírito na vida terrena. Porém, nem todos somos médiuns, conforme denominou Allan Kardec.

Então o que é um médium?

Segundo Allan Kardec, médium é todo aquele que sente a presença ostensiva dos Espíritos, seria aquele que serviria de ponte entre o mundo visível e o invisível. A prática da mediunidade é o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual. A faculdade mediúnica liga-se a uma disposição orgânica, porém o uso que se faz.

Como sabemos se somos médiuns? E se formos, o que devemos fazer?

Allan Kardec diz que todos somos mais ou menos médiuns, pois todos possuem a mediunidade natural, canal psíquico através do qual somos estimulados ao crescimento. Entretanto, médiuns propriamente ditos são aqueles que recebem manifestações ostensivas dos Espíritos. A única forma de sabermos se temos ou não mediunidade ostensiva é nos colocando como servidores sinceros da causa de Jesus. Ou seja, deveremos primeiro fazer parte da equipe de trabalhadores de uma casa espírita e lá, através dos estudos sérios e da disciplina interior, procurarmos entender antes as nuanças do contato com os Espíritos. Allan Kardec diz em O Livro dos Médiuns, que não se deve nunca iniciar um trabalho de intercâmbio espiritual sem estudar a mediunidade. Existem algumas pessoas que sentem influências dos Espíritos, em diversos graus de intensidade, e acham que, por isso, estão prontas para trabalhar nesse campo. Geralmente não aceitam a idéia de que precisam se instruir mais e mais. Vão às casas espíritas somente para trabalhar com mediunidade e se não a aceitam naquela, buscam outra, e assim permanecem por toda a vida.

Isto pode acarretar algum problema para as pessoas?

Sim, pode. Desde perturbações leves, até obsessões graves, o que infelizmente não é pouco freqüente, pela forma com que a mediunidade é tratada no Brasil. Todos somos suscetíveis às más influências devido às imperfeições próprias dos Espíritos que habitam os planetas de provas e expiações. Em muito maior escala são os médiuns que, se não cuidam do estudo e do preparo moral, funcionam como verdadeiras antenas e situam-se como focos freqüentes de perturbações espirituais. Se os médiuns não tiverem os cuidados necessários com a sua edificação e se colocarem a serviço do intercâmbio sem o devido preparo, poderão cair presas de Espíritos pouco adiantados de que está cheia a atmosfera.

Podemos nos comunicar com outros Espíritos?

Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual freqüentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscientes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

Existe a incorporação de Espíritos?

No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comunicam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incorporado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves (doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observadores de pouco conhecimento podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.

Tenho bastante dificuldade para definir a diferença entre Clarividência, Vidência, Audiência, Clariaudiência, Dupla vista.

A vidência e a clarividência são essencialmente anímicas. Trata-se da visão que o próprio Espírito encarnado tem do mundo invisível. Não há interferência de Espíritos e por isso não deveria (segundo Allan Kardec), ser considerada mediunidade. Mas, para fins de classificação, ele é tida como sendo uma mediunidade. Mesmo nos casos em que um Espírito amigo mostra um quadro projetado no ambiente astral, ainda assim, é o médium quem vê. Há ajuda na formação do quadro, mas não na visão propriamente dita. Vidência é a faculdade superficial. Clarividência, a mesma faculdade, mas com alcance mais profundo, podendo estender-se no espaço e (em alguns casos) no tempo. A dupla-vista é a clarividência, acompanhada da projeção do Espírito no mundo astral. Trata-se do chamado "desdobramento". Entendemos a mediunidade de audiência como aquela em que a voz aparece na intimidade do ser. A clariaudiência é diferente, por tratar-se de uma voz clara, exterior.

O que é ideoplastia?

Ideoplastia é um fenômeno de transfiguração que pode acontecer durante as manifestações dos Espíritos. Quando a influência do desencarnado é muito intensa junto do campo psicossomático do médium ele poderá assumir algumas feições do comunicante.

Já que não existe a incorporação, como médiuns dão passividade a Espíritos menos esclarecidos, tomando formas físicas diferentes, falando com voz alterada. Isto seria charlatanismo?

O processo de incorporação tal qual essa palavra exprime não existe, pois ninguém pode "entrar" no corpo de outro. Mas o Espírito pode, e é isso o que normalmente faz, agir no campo mental através de sintonia (e por afinidade fluídica), assumindo a personalidade e a vontade do indivíduo. Nos casos de subjugação, por exemplo, o domínio é tão intenso que dá a impressão que o Espírito toma posse do corpo da pessoa. Na prática da mediunidade, quanto maior o esclarecimento do médium menor o domínio que o Espírito terá sobre ele. Se tem pouco esclarecimento sobre essa faculdade, certamente deixará que Espíritos pouco adiantados a usem da forma que bem entenderem. No que diz respeito a mudança de fisionomia, Allan Kardec instrui que trata-se do fenômeno da transfiguração, coisa mais comum nas manifestações dos Espíritos inferiores, podendo, sem dúvida acontecer também com os superiores.

Qual o conceito e as características de médiuns curadores e médiuns pneumatógrafos?

Os médiuns curadores são aqueles que têm o dom de curar com a imposição das mãos (em alguns casos com o olhar ou com fenômenos provocados à distância), secundados pelos Espíritos que trabalham na área de cura das enfermidades físicas. Allan Kardec diz que são pessoas que possuem um fluido humano especial, que potencializado pelos fluidos do mundo dos Espíritos, podem modificar a estrutura da matéria, promovendo as curas.

Os médiuns pneumatógrafos são aqueles que têm aptidão para obter a escrita direta dos Espíritos em papel guardado em gavetas ou recipientes fechados. Ou seja, o médium doa de seu fluido especial para que os Espíritos escrevam diretamente sobre o papel. É muito rara e limita-se aos casos de comprovação da existência das potências ocultas e sua influência no mundo material.

Gostaria de saber se existe algum método para aprofundar o dom da mediunidade, se existe algum meio de "exercitar" a mediunidade.

O melhor meio para exercitar a mediunidade é ingressando nas fileiras de trabalhadores de uma casa espírita idônea, que prime pelos estudos em todos os sentidos. Sem o estudo sério, disciplinado e consequentemente a necessidade da reforma interior, a possibilidade de cair sob a influência dos Espíritos enganadores é muito grande. O exercício da mediunidade deve ser feito dentro de um sentimento de dedicação, abnegação e sinceridade, a fim de que possa-se merecer a atenção dos bons Espíritos. Desconfie sempre de quem "descobre" sua mediunidade à primeira vista. A mediunidade é estudo e prática.

Em que estado permanece o Espírito do médium quando este recebe uma entidade desencarnada? Seu Espírito continua em seu corpo ou fica à sua volta? A Codificação fala algo sobre este assunto?

O processo de influenciação do médium pelo Espírito se dá todo no campo mental. O médium é consciente de seu trabalho e quanto mais desenvolvido nas lides mediúnicas, mais consciente de sua capacidade permanece. Tudo se dá no sentido da afinidade fluídica, estimulando a mente do médium a transmitir as sensações do mundo invisível à sua volta. A influência será mais ou menos intensa, conforme o grau intensidade da faculdade. Mesmos nos casos de mediunidade sonambúlica, o médium jamais abandona seu corpo físico.

Devemos acreditar em tudo o que os Espíritos dizem?

Os Espíritos desencarnados são almas de homens que já viveram na Terra. Portanto podem ser portadores dos defeitos e qualidades que tinham quando encarnados. Podemos acreditar nas palavras dos homens bons, mas não devemos dar crédito aos conselhos daqueles de má índole. Da mesma forma deveremos proceder com o mundo dos Espíritos. Devemos analisar cada comunicação dada pelos Espíritos, qualquer que seja o nome que assinem. Os bons trazem mensagens edificantes e com algum fim útil e querem sempre o bem da humanidade. Os atrasados ou maus podem nos enganar com palavras belas e melífluas, podendo tomar emprestado nomes de pessoas conhecidas ou Espíritos iluminados para nos impressionar. Desses devemos nos precaver, conforme nos ensina Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

Alguém pode ser obrigado a desenvolver sua mediunidade?

Ninguém é obrigado a desenvolver a mediunidade. É errada a idéia de que a mediunidade é a causa de sofrimentos e desajustes das pessoas. Geralmente, sofre-se por ignorância e por falta de cuidados com a vida no plano material. Aqueles que quiserem dedicar-se à tarefa mediúnica deverão trabalhar para vencer suas imperfeições, além de ter que estudar a Doutrina Espírita com seriedade e disciplina. Um médium que não toma esses cuidados, poderá permanecer sob a influência dos Espíritos maus. Quem for médium e não quiser praticar sua mediunidade, deverá pelo menos esforçar-se para sua melhoria moral, procurando libertar-se dos vícios mais grosseiros (cigarro, bebida e drogas).

As cirurgias espirituais são realmente feitas por Espíritos? Nesse caso, como pode um Espírito elevado ser antiético, exercendo ilegalmente a medicina?

Sim, as cirurgias espirituais são feitas por Espíritos de médicos que atuam no corpo perispiritual, utilizando de técnicas ligadas à ciência médica, usando fluidos humanos e espirituais, nada fazendo nesse campo que fira as leis humanas. Um Espírito elevado jamais transgride qualquer lei. As curas realizadas em nome do Espiritismo praticado com seriedade, são feitas utilizando apenas a fluidoterapia. As cirurgias mediúnicas feitas com instrumentos cortantes, podem ser feitas por Espíritos superiores, mas não são consideradas trabalhos espíritas. Em alguns casos de cirurgias de corte, como os de José Pedro de Freitas (Arigó) e Edson Queiroz, existia uma missão a ser cumprida e visava chamar a atenção da comunidade científica para a realidade da vida espiritual. E parece que conseguiu, porém sem maiores conseqüências pelo próprio atraso do homem para a compreensão das coisas do Espírito. Pelo lado prático, no entanto, as cirurgias mediúnicas com instrumentos cortantes não devem ser praticadas em centros espíritas orientados pela doutrina de Allan Kardec, justamente por ferir a legislação vigente e não tratar-se de uma prática que possa ser exercitada por qualquer pessoa. As curas no Espiritismo são feitas exclusivamente com a imposição de mãos.

Gostaria de saber, se é possível uma pessoa que está estudando kardecismo não poder ajudar por não ter dons mediúnicos. E no caso, o que as pessoas devem fazer para saber se têm dons ou não?

Qualquer pessoa pode ajudar no centro espírita, desde que disponha de boa vontade e preparo moral e doutrinário adequados. Isso se consegue com estudo e boa dose de seriedade, dedicação, abnegação e disciplina. Não é necessário ter dons mediúnicos para servir. Existem inúmeras frentes de trabalho nas casas espíritas onde se pode desempenhar tarefas que não dependem da mediunidade. Para se saber dos possíveis dons mediúnicos, Allan Kardec nos diz que devemos testar as pessoas. Não existe uma fórmula e nem podemos adivinhar quem tem ou não. Os melhores servidores nesta área são aqueles formados dentro das casas espíritas que tratam o estudo da Doutrina Espírita com seriedade. Aqui entra a grande responsabilidade do dirigente que teoricamente deveria estar apto a conduzir as pessoas de forma equilibrada ao desenvolvimento e exercício desta nobre tarefa. Os médiuns ostensivos, que já demonstram algum dom desde cedo, devem ser submetidos igualmente ao estudo disciplinado e à orientação de alguém experiente dentro do centro espírita que possa dar-lhe direcionamento seguro de sua faculdade. Caso contrário, poderá desequilibrar-se.

É certo o procedimento que alguns centros espíritas têm de colocar pessoas, que estão indo pela primeira vez à casa, em trabalhos mediúnicos?

Allan Kardec diz que não se deve lidar com a mediunidade sem conhecê-la. O bom senso e a razão nos falam a mesma coisa. Em todos os departamentos da vida o homem busca aperfeiçoar-se para servir melhor. Sem conhecer o seu ofício não poderá desempenhar a tarefa a que se propõe com conhecimento de causa. Portanto, colocar pessoas para lidar com Espíritos sem se preparar para isso é o mesmo que realizar experiências químicas sem conhecer as leis da química, diz o Codificador. Seria uma insensatez. Os medianeiros devem ser preparados com muita cautela para servir nesse campo. Primeiro devem estar inseridos nos trabalhos habituais da casa, servindo com dedicação e seriedade, transformando-se em trabalhadores. Devem ser instruídos nas aulas sobre a Doutrina Espírita e depois, então, poderão ser experimentados no ministério da mediunidade. A pessoa que chega à casa espírita pela primeira vez com a intenção de servir apenas no campo da mediunidade, não entendeu ainda o papel do Espiritismo em sua vida, muito menos a oportunidade que está tendo de servir com equilíbrio no campo do Bem. Necessita de instrução nesse ponto. Se for sincero o seu desejo de servir, permanecerá no aprendizado. Se não, procurará outra casa que lhe dê o que deseja.

Há algum impedimento de mulheres grávidas participarem de reuniões mediúnicas?

Não é aconselhável. O processo reencarnatório do Espírito é uma experiência delicada que envolve muitos aspectos energéticos e psíquicos. Um deles é o estado psicológico da mãe que, sem sombra de dúvidas, se altera por alguns meses, enquanto aguarda a chegada do Espírito que lhe foi encaminhado como filho. Ela necessita de tranqüilidade, descanso e não deve se submeter a atividades que lhe exijam grandes perdas de energias de qualquer natureza. Sabe-se que, nas atividades de intercâmbio espiritual, há toda uma movimentação de fluidos energizados, podendo haver gastos que poderá ser prejudicial para a mulher em estado de gravidez. Além disso, há o aspecto do reencarnante. É sabido pela ciência oficial da extrema importância do equilíbrio e interação mãe-filho desde o ventre. Por conta disso é prudente que se isente a mulher grávida das tarefas da mediunidade. O melhor que ela poderá fazer será cuidar de ter seu bebê em paz. Ao fazê-lo, estará praticando a caridade maior, que é a de dar vida a um novo ser. Quando puder, retornará às suas atividades mediúnicas normalmente.

Pode o Espírito encarnado promover fenômenos físicos, tipo materialização ou transporte de objetos, sem o concurso dos Espíritos do mundo invisível?

O fenômeno de transporte, materialização, transcomunicação ou qualquer outro de efeitos físicos, necessita do concurso dos Espíritos desencarnados, pois segundo Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, capítulo IV, é necessária a união do fluido animalizado perispiritual (do médium) com o fluido universal do Espírito para que aconteçam esses os fenômenos. Não pode ser isolado, ou seja sem o concurso de ambas as partes. Alguns manipuladores desses fenômenos não acreditam em Espíritos, porém, mesmo assim, estão sempre secundados por eles.

Créditos: Grupo Espírita Bezerra de Menezes





 http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/prg-004.html

terça-feira, 5 de março de 2013

Mediunidade: Desafios e Bençãos



RESENHA

Obra : Mediunidade: Desafios e Bênçãos
Médium: Divaldo Pereira Franco
Espírito: Manoel Philomeno de Miranda
Editora: Leal
Ano: 2.012

Autor da resenha: Cristiano Cândido Neto

Mediunidade: Desafios e Bênçãos é um livro psicografado pelo Médium Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda que desenvolve o tema da mediunidade demonstrando, em forma de alerta a todos aqueles que encontram-se vinculados aos trabalhos mediúnicos, a devida importância do exercício responsável da mediunidade, porquanto “considerando as condições de inferioridade do Planeta, em razão do atraso dos seus habitantes, o espiritismo veio demonstrar, também, os perigos que existem no exercício inconseqüente da mediunidade, nos ardis incontáveis das obsessões, nos compromissos graves que devem ser assumidos por todos aqueles que tenham interesse em aprofundar os seus conhecimentos e conquistar a plenitude espiritual.”

Este livro contém vinte capítulos, além de uma apresentação introdutória. O objetivo deste livro é analisar o exercício mediúnico, as suas conseqüências e os escolhos desta atividade, demonstrando a necessidade do cultivo de uma moral elevada, de pensamentos positivos e leituras edificantes, a fim de sintonizar-se com os benfeitores espirituais, precavendo-se das ciladas e perseguições perpetradas por espíritos ignorantes e arraigados aos desejos de vingança e ódio.

No primeiro capítulo apresenta-se o Espiritismo como o Consolador prometido, porquanto inicia-se com o advento do Espiritismo uma nova era para a fé. O Consolador abre a cortina e o véu da obscuridade, anunciando que os tempos da verdade são chegados. Allan Kardec foi o escolhido pelo Mestre Jesus com a responsabilidade e o compromisso de codificar o Espiritismo, estabelecendo o grandioso mandamento “Fora da Caridade não há Salvação”. “E, hoje, em todo lugar onde brilha a luz clara e bendita do Espiritismo, encontramos o amor e a caridade, unidos, construindo o mundo cristão”.

A desencarnação não modifica a intimidade e personalidade do espírito, que mantém seus condicionamentos, conforme seu teor vibratório que alimenta intimamente. Os vícios mentais, os hábitos e as ações realizadas por longos anos transformam-se em sua realidade intima, desnudando o caráter do espírito. Todos os seus valores, desejos e vinculações permanecem inalterados, pois o ser humano é essencialmente o conjunto dos seus atos a que se submetia.

Os tesouros morais de fácil condução e difícil conquista são os sagrados patrimônios da vida. Devemos reconhecer a vida física como bendito educandário de evolução e resgate. Sempre é tempo de recomeço, enquanto o espírito encontra-se no corpo físico, pois a desencarnação apresenta a fatura a ser resgatada pelo espírito em futuras reencarnações, nem sempre fáceis.

O pensamento é energia dinâmica em contínua movimentação, influenciando o equilíbrio ou a desordem mental e emocional das criaturas. O pensamento, como força criadora plasma imagens vivas, denominadas formas pensamentos capazes de acarretar processos obsessivos graves. TERAPIA: O valioso recurso da oração é terapia que desagrega estas energias condensadas, libertando a mente do pensamento auto-obsessivo, restabelecendo o equilíbrio. Pensar é emitir ondas. Quando as idéias perversas e as fixações mentais negativas tomarem forma em teu íntimo, deves, como TERAPIA, refazer o teu campo mental, pois todos sofremos, mas a escolha do campo mental equilibrado é escolha sensata que o espírito renovado no amor cristão deve cultivar no campo fértil da mente.

Os pensamentos, palavras e atos estabelecem a sintonia espiritual do encarnado com os espíritos desencarnados, viabilizando a interferência e intercâmbio mental entre ambos, que estabelecem um link vibratório, retroalimentado pelo aspecto moral no qual se comprazem. TERAPIA: a terapia é romper a onda mental e a sintonia, mediante esforço de auto-iluminação libertadora.

A faculdade mediúnica, caracterizada como uma disposição orgânica que prescinde das qualidades morais, o que não ocorre com os conteúdos das mensagens psicografadas, deve ser educada mediante árduo treinamento prático e estudo doutrinário, em especial sobre o Livro dos Médiuns. O programa auto-iluminativo deve incidir sobre o domínio das imperfeições do caráter, dos conflitos comportamentais e da transformação moral. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforço que faz para dominar suas más tendências.

O espírito, inegavelmente, respira no campo das próprias exteriorizações mentais e morais, que lhe tipificam a própria evolução espiritual. Portanto, a ligação mental com os espíritos é constante, sofrendo as injunções e interferência cotidianamente. Portanto, a educação emocional e a superação das más tendências representam maior possibilidade de sintonia com as Fontes Superiores da Imortalidade. TERAPIA: Vigilância, oração e cultivo de bons pensamentos. A mediunidade está ativa em todos os dias e em todo momento.

A mediunidade requer responsabilidade, pontualidade, freqüência, planejamento e harmonia. Embora a mediunidade seja faculdade orgânica, nem todos possuem mediunidade ostensiva, mas todos podem atuar mediunicamente como médium de esclarecimento, de apoio para as reuniões de tratamento, médiuns de passe, etc. A mediunidade em si não significa evolução espiritual, mas o médium fiel ao seu compromisso serve e passa adiante sem exigir reconhecimento ou retribuição, pois a mediunidade é um apostolado com o Cristo.

O labor mediúnico é constituído por sacrifícios, renúncias e provações o que leva o médiun a desencantar-se com a disciplina, com a caridade e com o estudo sério da Doutrina Espírita. Kardec considerou que “o bom médium não é aquele que apenas recebe os bons espíritos, mas aquele que tem facilidade para as comunicações.” Entretanto, “a mediunidade exige cuidadosa educação, seriedade, vida mental ativa e equilibrada e saudável, sentimentos de solidariedade, de compaixão, a fim de extrair os espíritos bondosos, que tem interesse em contribuir a favor do progresso da humanidade.” É um esforço contínuo e solitário, representando uma verdadeira viagem da ignorância para a autoeducação, a autorrenovação e autoiluminação. A fixação das novas conquistas é lenta, mas constitui um dever impostergável.

Um fator prejudicial ao médium e a qualquer pessoa é o hábito arraigado de cultivar idéias deprimentes, as queixas, as conversações vulgares, que faculta o intercâmbio como os espíritos zombeteiros e inferiores. Estas atitudes tornam inevitável a sintonia espiritual entre encarnado e desencarnado devido a identidade de ondas, pensamentos, vibrações e sentimentos. As afinidades se dão através da sintonia ideológica e dos comportamentos mentais e emocionais, favorecendo a conexão espiritual.

O médium sério deve fixar-se em idéias sérias edificantes, onde o seu falar demonstre seu verdadeiro estado de constante busca de evolução espiritual. Tudo na terra é um convite à luta, ao esforço de crescimento, de trabalho de iluminação espiritual. Portanto, a saúde espiritual requer mudança de pensamento, evitando o comportamento autodestrutivo e queixoso. A oração, as leituras edificantes e a boa palavra melhoram a condição negativa psíquica e constituem um programa psicoterapêutico para a conservação da saúde e da sintonia com a vida abundante do Criador. O evangelho é uma sinfonia de superior beleza, elaborada com palavras luminosas, convidando às conversações superiores e libertadoras. O destino humano não é a eterna dor e sofrimento, Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Portanto, o nosso destino vincula-se inexoravelmente ao nosso Criador. Somos uma semente de sequóia, aguardando o crescimento espiritual.

Indispensável que o ser humano acorde para a autoiluminação, a fim de modificar sua verdadeira situação interior, trabalhando por melhorar sempre. Faz-se indispensável que se reserve tempo físico e mental para o mister iluminativo. A lei inexorável das reencarnações torna-se o caminho seguro para as conquistas da plenitude. Ninguém reencarna para sofrer e ser infeliz, porquanto a reencarnação tem por meta primacial desenvolver os valores íntimos. Cada criatura pode tornar-se feliz , desenvolvendo o seu Cristo Interno, desde o momento que ele descobre que o objetivo essencial da existência é a sua entrega ao amor e a Deus.

“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça , e tudo mais vos será acrescentado”, demonstra a necessidade de cultivo dos pensamentos superiores, evitando a construção de ideológica de enfermidades, de desconcertos, de distúrbios da emoção.

Mediunidade: Desafios e Bênçãos é uma obra de alto valor doutrinário que discorre sobre a mediunidade, demonstrando a necessidade de sintonia com a espiritualidade superior, a fim de desenvolver uma mediunidade responsável; tece várias considerações sobre a sintonia mediúnica e nos faz um convite à autoiluminação e ao otimismo.
Esta é uma obra muito importante que deve ser lida por todos que lidam com a mediunidade, bem como para todos as demais pessoas, haja vista que demonstra a importância da sintonia espiritual, pois todos estamos ligados intimamente aos irmãos encarnados ou desencarnados com quem nos afinamos pelos gostos, interesses, mostrando que devemos estar atentos para as ciladas dos espíritos inferiores que desejam a derrota do papel e da objetivo do médium.

domingo, 3 de março de 2013

Livro 43 - A Vingança do Judeu



"Páginas de profunda emoção e realismo, vividas por Samuel Mayer, Valéria, o príncipe Raul e outros personagens, fazem desse romance um dos mais belos do Espírito Rochester e uma obra-prima da literatura mediúnica.

Escrito num estilo forte, vivo e nobre, retrata em cativante história de amor e ódio, os terríveis fatos causados pelos preconceitos de raça, classe social e fortuna, com todo o seu cortejo de egoísmo, orgulho e prepotência, tendo ao fundo os sentimentos sublimes da fé, do amor e do perdão, únicos traços de união que acabariam por redimir um grupo de almas em lutas redentoras. Mostra ao leitor, no desenrolar da trama, a influência benéfica exercida pelo Espiritismo sobre a sociedade, propiciando a reforma íntima dos homens, vencendo os preconceitos, enquanto exalça a fraternidade universal.

Romance clássico de Rochester com fabuloso enredo no qual o jovem Samuel, apaixonado por Valéria, arma terrível vingança depois de ter sido posto de lado pelo concorrente, leitura envolvente.

Narra a luta que os adeptos da Doutrina Espírita têm de sustentar contra a ignorância e o fanatismo, mostrando, no desenrolar da trama, a influência exercida pelo Espiritismo sobre a sociedade, ao melhorar os homens, arrancando-os do ateísmo e vencendo os preconceitos do mundo, enquanto exalta a fraternidade universal.

Este é um romance mediúnico ditado pelo Espírito Rochester.

Mostra como se verifica a influência benéfica do Espiritismo na sociedade, reanimando os homens e melhorando-os, arrancando-os do ateísmo no qual a fé católica se mostra imponente. Ao mesmo tempo, demonstra como a Doutrina Espírita destrói os preconceitos do mundo, evidenciando que todos os homens são irmãos por sua origem. O enredo abarca o amor, o ódio, o preconceito, a vingança e a riqueza."

Livro 42 - O Vaso de Porcelana


O autor, consagrado, escritor espirita, com duas dezenas de obras publicadas, faz neste livro sua primeira incursao pelos dominios de romance.

Conservando o estilo simples e claro que caracteriza sua maneira de escrever, relata as experiências de uma familia às voltas com problemas existenciais e influências espirituais.

O leitor identificará nas situações e diálogos aqui expostos algo de sua própria experiencia, particularmente nos domínios do sentimento.

A ação do personagem principal, um adorável ancião, demonstra que problemas e dores próprias da Terra podem ser enfrentados com serenidade a partir de uma visao objetiva das finalidades da jornada humana.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

RESENHA - Nas Fronteiras da Loucura




Obra : Nas Fronteiras da Loucura

Médium: Divaldo Pereira Franco

Espírito: Manoel Philomeno de Miranda

Editora: Leal


Autor da resenha: Cristiano Cândido

Nas Fronteiras da Loucura é um livro psicografado pelo Médium Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda no qual “o autor Espiritual narra suas observações durante o período de um carnaval carioca, abordando as várias técnicas obsessivas, em casos de abusos e alienações com drogas, álcool, sexo, aborto e uma tentativa de suicídio, demonstrando o trabalho dos bons Espíritos num Posto de Socorro Central no mundo espiritual.”

Este livro contém trinta e um capítulos, além de uma introdução e um capítulo sobre a análise da obsessão. O objetivo deste livro é a análise da diáfana linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental, mostrando que em toda gênese da loucura há uma incidência obsessiva.

Neste Livro são analisadas algumas técnicas obsessivas de entidades perversas, que ainda se comprazem no mal, estimulando os sentimentos e paixões inferiores. São examinados, também, o outro lado da atividade da espiritualidade, onde abnegados seareiros voltados ao trabalho com Cristo, desenvolvem métodos, terapias e técnicas desobsessivas.

Na primeira parte são analisados os vários mecanismos de obsessão, tais como: Obsessão simples, que atua na maioria das pessoas, haja vista o natural intercambio mental e psíquico a que estamos todos sujeitos; Obsessão por fascinação, onde o obsidiado sofre indução telepática, além de internalizar as atitudes e as formas de ser de seu hospede; Obsessão por subjugação, que pode ser física, psíquica e fisiopsíquicas, onde a passividade do obsidiado leva-o a perder temporariamente o controle sobre sua consciência.

O livro apresenta algumas considerações sobre a Terapia Desobsessiva, a ser realizada pelo amparo espiritual, esclarecendo que a terapia desobsessiva requer alguns princípios para que a restauração da harmonia mental seja completa e eficaz: 1 – Reconhecer que o enfermo é um necessitado e não encontra-se bem; 2 – Evitar discussões inoperantes com o enfermo; 3 – Educar à luz do Evangelho; 4 – Atuar na ações beneficentes e de caridade; 5 – Aplicação de recursos fluídicos por meio do passe e água fluidificada.

A espiritualidade havia instalado um posto de atendimento espiritual ou núcleo transitório por ocasião dos festejos de carnaval, visando ao socorro espiritual dos necessitados de diversas ordens. Os trabalhos se iniciam em uma segunda feira de carnaval, quando os seletores de prece captaram uma solicitação de uma mãe cuja filha encontrava-se em estado inicial de alienação devido a um aborto cometido às escondidas, gerando um campo mental de remorso e ligação com o espírito reencarnante o qual não lhe perdoou o ato e desejava fazer justiça pelos próprios método da obsessão. A alienação mental caracterizava-se em uma dor que havia sido alimentada por ela mesma, mediante conduta egoísta, porquanto o maior inimigo do homem está dentro dele mesmo, materializado no egoísmo que concede apenas créditos e direitos, sem conceder ao próximo os mesmos benefícios e reconhecimentos.

O aborto sem justa causa é crime grave desencadeador de sofrimento e dor ao espírito.

Julinda, que cometera o aborto, encontrava-se psiquicamente vinculada ao espírito que deveria ter reencarnado. Portanto, o socorro e amparo espiritual deveria se estender a ambos, afim de obter o sucesso necessário para a libertação das referidas almas em sofrimento. Após belíssimo e competente trabalho de desobsessão o problema é contornado, assumindo Julinda o compromisso de receber o espírito como seu filho, além de receber também outro espírito que se vinculava ao obsessor, como forma de resgatar as suas dívidas passadas e o própria ato do aborto.

O caso Ernance é narrado como sendo uma jovem de 18 anos, de organização física frágil, com problemas cardíacos cármicos, educada em rígidos princípios espirituais, que sai com alguns amigos para observar o carnaval e passear, sem se preocupar com as ciladas a que se expunha. Ela acaba sendo vítima de um aliciador de menores, que lhe convidara a um passeio rápido, para conversarem, mas ela é dopada e sofre uma parada cardíaca, vindo a óbito.

O caso Fábio refere-se a um jovem de 17 anos que sob efeito de drogas teve seu veículo arremessado em um rio, acarretando seu desenlace e de mais três jovens amigos. Cada espírito sentia de uma forma diferente a desencarnação, conforme seus próprios méritos, pois “todos somos as aspirações que cultivamos e os labores que produzimos.” Os recém desencarnados, apegados à vida física e sem apoio religioso tinham dificuldades em se libertarem e volver ao mundo espiritual.

O caso Noemi narra a tentativa de suicídio que ela tenta realizar, após comprovar um caso de traição entre o seu marido e sua mãe. Desvendados as tramas do passado dos envolvidos nessa trama, a espiritualidade mostra que a gênese do seu sofrimento tem origem em outra vida, na cidade do Porto, em Portugal de 1832, quando a própria Noemi incitou seu amante à época (atual marido) a matar sua então esposa (atual mãe de Noemi) para que Noemi e seu amante vivessem seu romance.

Trata-se de uma obra de alto valor doutrinário que discorre sobre os problemas e efeitos das drogas; sobre as dificuldades que os recém desencarnados encontram em morrer e libertar-se dos vínculos que os prendem ao mundo físico; tece algumas considerações sobre sessões mediúnicas e nos faz um convite ao otimismo, demonstrando que o orbe terreno encontra-se em pleno processo de evolução espiritual, não obstante os diversos problemas enfrentados pelos diversos espíritos encarnados no planeta.

Esta é uma obra digna de ser lida e analisada mediante o uso da razão, visando uma melhor compreensão da necessidade que todos os encarnados possuem de renovação do campo mental e da sintonia espiritual, buscando encontrar nos ensinamentos do Cristo e do Consolador Prometido o Caminho da Luz e da Libertação da alma rumo aos elevados mundos espirituais.



domingo, 23 de setembro de 2012

Esta é a Nossa Mais Importante Encarnação de Todos os Tempos!

Este artigo foi escrito por Alkindar de Oliveira, que nos apresenta um breve estudo sobre a importância da nossa atual encarnação. Considero o artigo interessante e instigante, portanto vejamos os argumentos do ilustre confrade:

"Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus”. (Emmanuel)

Se de um lado a boa lógica nos diz que nossa última encarnação é sempre a mais importante, pois mais uma vez temos a oportunidade de nos redimir dos erros passados, creio que esta atual, pelas deduções mais abaixo, é especialíssima. Creio firmemente que é a nossa mais importante existência de todos os tempos. Se conscientizar mo-nos deste fato, faremos com que nossos pensamentos, sentimentos e atitudes tomem salutar direção. Por exemplo, poderemos deduzir de que, se temos Jesus como nosso guia e modelo, é imprescindível nesta nossa mais importante existência - termos como meta o amor incondicional. Pois é esta modalidade de amar que irá ditar o conteúdo dos nossos textos e de nossos procedimentos diários e, por consequência, melhor iremos aproveitar dos ensinamentos espíritas nesta fundamental e decisiva existência.

Para que a conclusão do tema deste seja confirmada pelo (a) leitor (a), atentemos aos textos abaixo de Santo Agostinho e também às conclusões que vêm logo a seguir:

a) “(O planeta Terra) há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que de orbe expiatório, mudar-se à em planeta de regeneração, onde os homens serão

ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. (Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Es piritismo, capítulo III, item 19);

b) As características do Mundo de Regeneração:

“O homem (...) ainda é de carne. (...) Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. (...) Eles (os mundos de regeneração) representam

a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel”. (Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, item 17);

c) “Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. (Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, item 19);< br />

Dos depoimentos logo acima destaquei, em negrito, a expressão degraus imperceptíveis, a qual denota que não perceberemos de maneira evidente a passagem do nosso mundo, de Expiação e Provas, para a próxima e determinante etapa, a de Mundo de Regeneração. Consoante a esta condição, o Espiritismo nos faculta a possibilidade, através de pesquisa e do raciocínio lógico, de passarmos a enxergar o que parece não estar evidente.

Se não há dúvida de que estamos num período de transição para um Mundo de Regeneração, vou além, tenho a convicção de que caminhamos a passos largos nessa bendita direção. Creio que toda esta atual convulsão mundial é importante prenúncio desta aprazível mudança, pois todos os sofrimentos atuais estão despertando o ser humano a procurar um significado à vida. A Terra, com sua revolução interior, movimentando as placas tectônicas nos alerta e nos desperta para nossa também necessária revolução interior, com o propósito de movimentarmos as placas endurecidas de nossos corações.

É saudável, caro (a) leitor (a), que duvide desta minha convicção de que caminhamos a passos largos para um Mundo de Regeneração. Ninguém tem a obrigação de crer na convicção de outrem. Mas, após as informações que vêm a seguir, procure liberar sua mente de idéias pré-concebidas que possam impedir o raciocínio dedutivo, para livremente poder refletir sobre os esclarecimentos oriundos de grandes mestres de nossa Seara. Comecemos pelo preposto imediato do nosso Mestre Jesus, Allan Kardec:

I - ALLAN KARDEC NOS DIZ QUANDO O ESPIRITISMO SE TORNARÁ CRENÇA COMUM EM TODO O MUNDO TERRENO:Antes de expor o dito de Kardec, entendamos que a expressão constante no título logo acima, crença comum, não necessariamente significa religião comum. Pois,

talvez por um longo período as diversas religiões hoje existentes continuarão a ter suas atuais denominações. No entanto, Kardec esclarece que futuramente o princípio  essencial de todas elas será calcado nos fundamentos espíritas, uma vez que estes são provenientes de leis da natureza. E toda lei da natureza, depois de revelada, se torna incontestável. Veja o exemplo da eletricidade, a qual por muito tempo foi vista como feitiçaria e hoje universalmente compreendemo-la como lei natural.

Lembremo-nos também da lei da gravidade, que não obstante por muito tempo desconhecida da humanidade, hoje é aceita sem qualquer contestação. O mesmo ocorrerá com os temas Reencarnação, Pluralidade dos Mundos Habitados e Comunicabilidade dos Espíritos, que, por serem leis naturais, no tempo certo todos seres humanos naturalmente irão crer. Portanto, o Catolicismo (por exemplo) continuará existindo, mas a diferença será que os seus seguidores irão crer na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados e em outros princípios e verdades já reveladas pelo Espiritismo.

Retornando ao assunto-título deste parágrafo, muitos de nós, espíritas, não tivemos olhos para enxergar o que está claro e límpido como um lago cristalino: Kardec já nos informou quando o Espiritismo será implantado na Terra. Na questão 798 dO Livro dos Espíritos, a qual tem como foco quando haverá a implantação do Espiritismo na Terra, Kardec nos esclarece que (...) durante duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilará.

Como a boa lógica nos diz que após um período de incredulidade a única alternativa será um período de credulidade, façamos as contas para esclarecermo-nos sobre quando chegaremos a esse alvissareiro período. Antes, é importante dizer que, mesmo a expectativa de vida na época de Kardec ser bem inferior aos 70 anos, o fato é que as pessoas consideravam esta idade como sendo o tempo de uma geração. Agora, sim, façamos as contas:

a) Se na época de Kardec uma geração correspondia a um período de 70 anos;

b) Se Kardec afirma que o período de incredulidade durará duas ou três gerações (140 a 210 anos);

c) Se após o período de incredulidade vem o período de credulidade:

d) Se O Livro dos Espírito s, que iniciou a Era do Espiritismo, foi editado em 1857;

Então, fazendo as contas chega-se à seguinte conclusão:

Conclusão I: O Espiritismo passará a ser crença comum no período compreendido entre os anos de 1997 a 2067.

II - CHICO XAVIER NOS INFORMA QUANDO A TERRA SERÁ UM MUNDO DE REGENERAÇÃO:

No livro Plantão de Respostas, Volume II, Chico Xavier diz: “Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057”.

Percebamos que o ano de 2057 está dentro dos limites preconizado por Kardec, na Conclusão-I, logo acima. O que nos leva a crer que, quando os princípios espíritas estiverem implantados em todo o planeta, haverá uma revolução cultural em tamanha proporção, que veremos o alvorecer do tão esperado Mundo de Regeneração.

Conclusão II: O Mundo de Regeneração terá seu alvorecer por volta de 2.057, ano este dentro dos limites de tempo em que Kardec af irma que o Espiritismo será Crença Comum.

III - BEZERRA DE MENEZES NOS INFORMA QUANDO O ESPIRITISMO SERÁ IMPLANTADO NA TERRA.

No livro (*) Atitude de Amor, Editora Dufaux, Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, Bezerra de Menezes nos esclarece que para o Espiritismo ser implantado na Terra houve um planejamento na espiritualidade (como não poderia deixar de ser), e que a implantação teve uma delimitação de três períodos distintos de 70 anos.

O primeiro período de 70 anos (de 1857 a 1927) teve como foco a consolidação do fato de que o Espiritismo não é uma crença fundamentada em idéias humanas, mas, sim, o Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos.

O segundo período (de 1928 a 1997) teve como objetivos a proliferação dos Centros Espíritas e a difusão do conhecimento espírita. Foi o período em que ficamos especialistas em fazer belos discursos, sem praticá-los! Passamos a ter conhecimento, mas, sem as correspondentes atitudes.

O terceiro e último período de 70 anos (1998 a 2067) é o que estamos vivendo neste momento! O que implica o quão essencial é crermos que nossa atual reencarnação é a mais importante de todas as existências que até hoje tivemos.

Sobre este último período, diz Bezerra de Menezes que é o período das atitudes, isto é, este é o momento de praticarmos o que até agora aprendemos com o Espiritismo.

Por exemplo, se temos um belo discurso sobre fraternidade, chegou a hora de sermos fraternos. Como disse Richard Simonetti, “Chegou a hora do conhecimento descer da cabeça para o coração, ou como disse nosso também confrad e Carlos Abranches: Precisamos raciocinar com o coração e amar com o cérebro.

Conclusão III: Bezerra de Menezes nos informa que a implantação do Espiritismo na Terra será no período de 1997 a 2067, período este dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

IV - CINCO RESPEITABILÍSSIMAS E VALOROSAS INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS SERVEM DE CANAL PARA NOS INFORMAR QUE O MUNDO DE REGENERAÇÃO ESTÁ PRÓXIMO:

Imaginemos o que é receber uma mensagem espírita que reforça e valida as conclusões de todos os itens anteriores, e, além disto, traz em seu bojo o endosso de cinco instituições reconhecidas em nosso país pela sua importância e, principalmente, credibilidade:

Instituição-1) Bezerra de Menezes (é nosso irmão desencarnado, mas não deixa de ter o peso e o valor de uma “instituição” pelas suas contribuições sobejamente sabidas por nós espíritas);

Instituição-2) Divaldo Franco (é nosso irmão e médium encarnado, mas também não deixa de ter o peso e o valor de uma “instituição” pelas suas contribuições sobejamente sabidas por nós espíritas);

Instituição-3) Conselho Federativo Nacional;

Instituição-4) FEB- Federação Espírita Brasileira;

Instituição-5) Revista Reformador.

Em janeiro de 2005, a revista Reformador, traz um dos mais esclarecedores textos de Bezerra de Menezes sobre o momento atual do nosso mundo, do Espiritismo e também sobre nossas responsabilidades advindas dos fatos por ele mencionados.

A mensagem foi recebida na última reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB do ano de 2004. Nosso amad o benfeitor espiritual utilizou-se da mediunidade psicofonica de Divaldo Franco para dizer com todas as letras, sem deixar dúvida alguma sobre o teor do que tinha a nos passar, que: Não podemos negar que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração.

Caro (a) leitor (a), para reforçar óbvio coloquei em negrito a expressão este é o grande momento. Mas antes de reforçar o óbvio, pergunto-lhe: A palavra “este” tem relação com o passado, com o presente ou com o futuro? Desculpe-me pela pergunta tão simplória. A verdade é que todos nós sabemos que tal palavra tem a ver com o momento presente. Portanto, Bezerra não está se referindo ao futuro! Daí o fato de, no mesmo texto, Bezerra de Menezes complementar: “(...) Já não há mais tempo para adiarmos a proposta de renovação do planeta.

Mais uma dedução importante para nós espíritas: se Bezerra de Menezes afirma que já não há mais tempo para adiarmos a proposta de renovação do planeta, a lógica elementar nos leva à quarta conclusão, a seguir:

Conclusão IV: Bezerra de Menezes nos informa que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração. Momento este dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

V - OS ESPÍRITOS MARIA MODESTO CRAVO E JOANNA DE ÂNGELIS NOS ALERTAM SOBRE A RENOVAÇÃO QUE JÁ ESTÁ OCORRENDO EM NOSSO PLANETA!

Duas informações:

A primeira: No livro Reforma Íntima Sem Martírio, lançado e editado nesta primeira década do século XXI (esta informação é importante), Editora Dufaux, psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, o espírito Maria Modesto Cravo diz: Uma geração nova regressa às fileiras carnais da humanidade para arejar o panorama de todas as expressões segmentares do orbe, interligando-as e projetando-as a ampliados patamares de utilidade. (...) É tempo de renovar”.

A segunda: No livro Momentos de Harmonia, lançado e editado em 1.991 (esta informação é im portante), Editora Leal, psicografia de Divaldo Franco, o espírito Joanna de Ângelis

diz: “(...) dá-se neste momento a renovação do Planeta, graças à qualidade dos espíritos que começam a habitá-lo, enriquecidos de títulos de enobrecimento e de interesse fraternal”.

Caro (a) leitor (a), se você convive com crianças, pergunto-lhe: As crianças de hoje não são muito inteligentes? Sei qual vai ser sua resposta: “Sim, muito inteligentes!!!”

Por que são tão inteligentes? A resposta está na análise dos dois textos dos espíritos amigos acima: Informam-nos os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria

Modesto Cravo que, de poucas décadas para cá, os espíritos que estão nascendo em nosso planeta são muito especiais. São nobres de alma, são fraternais, e por natural dedução, inteligentes.

Esta alvissareira notícia de renovação do planeta, certamente a mais importante ocorrência depois da v inda de Cristo e do nascimento de Kardec, nos leva à quinta conclusão:

Conclusão V: Os espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo nos informam que espíritos especiais (fraternos, nobres) estão retornando a Terra com o objetivo de arejar o panorama de todas as expressões segmentares do nosso planeta, com o objetivo de renová-lo, e esta renovação se dá dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

VI -– O RESPEITADO MÉDIUM E ORADOR BAIANO, DIVALDO FRANCO, DISSE, EM PALESTRA PROFERIDA EM 1999, QUE NO ANO DE 2025 DUZENTOS MIL ESPÍRITOS ALTAMENTE EVOLUÍDOS RETORNARÃO À T ERRA:

Caro (a) leitor (a), conforme a bem-vinda informação do título logo acima, mais a informação do item V, onde Joanna de Ângelis e Maria Modesto Cravo esclarecem-nos que espíritos nobres e fraternais (também inteligentes), estão retornando à Terra com o objetivo de ajudarem na renovação do planeta, podemos então formular a seguinte pergunta:

COMO SERÁ NOSSO PLANETA TERRA EM 2060?

A resposta da questão acima, a teremos de forma dedutiva:

a) Em 2060 os espíritos nobres, fraternos e inteligentes que, segundo os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo, já estão retornando à Terra, terão até 70 anos de idade;

b) Em 2060 os duzentos mil espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2025, segundo informação recebida (e divulgada) pelo respeitabilíssimo médium e orador Divaldo Franco, terão 35 anos de idade;

c) Em 2060 os atuais líderes mundiais e indivíduos outros que tendem ao mal ESTARÃO DESENCARNADOS!

Conclusão VI: No ano de 2060 estarão habitando a Terra espíritos que, pela sua índole, tem todas as qualidades para habitar um Mundo de Regeneração, dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

PARA REFLETIRMOS:

Considerando que nós, habitantes atuais da Terra:

a) Eventualmente não fazemos parte dos espíritos que nas últimas décadas do século XX iniciaram o retorno a este planeta, com nobreza no coração e espírito de fraternidade;

b) Com certeza, não fazemos parte dos espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2025;

A questão é: Como ficamos nós?

Bem, a oportunidade nos foi dada. Somos habitantes da Terra num momento muito especial, o que é uma dádiva divina. Esta é grande oportunidade que temos de iniciarmos a reparação dos nossos erros pretéritos. Precisamos com toda nossa força, com toda nossa vontade, com todo nosso empenho, aproveitar desta oportunidade de aqui estarmos habitando este planeta que logo-logo pode nos dar a condição de termos um ambiente onde a tendência ao bem será a tônica. Como alcançarmos esta graça? A única solução é iniciarmos já nossa regeneração espiritual.

Sugiro três passos, para bem aproveitarmos dessa nossa atual existência:

Primeiro Passo:

Valorizarmos e agradecermos ao Mestre Jesus pela oportunidade de estarmos vivendo nossa mais importante encarnação de todas as existências que tivemos.

Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o espírito Emmanuel:

Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus”.

Considerando que grande é a fila de seres que querem ter a oportunidade de reencarnar na Terra, e cientes de que poucos conseguem este retorno, então a afirmação acima, de Emmanuel, nos faz refletir como temos que agrade cer por termos tido a oportunidade de sermos atuais moradores deste nosso amado planeta. Reflitamos: Por que dentre bilhões de espíritos que habitam as diversas dimensões do nosso planeta Terra, nós fazemos parte do percentual mínimo dos que vivem em sua superfície justamente na época da transição para o mundo de regeneração?

Segundo Passo:

Iniciarmos urgentemente um processo de auto*conhecimento.

A base de toda mudança comportamental é o autoconhecimento. E aí está a maior dificuldade do ser humano. O auto-conhecimento não é “uma das maiores” dificuldades, é (repito) a maior dificuldade do ser humano. Por exemplo, se somos avarentos, dissemos que somos econômicos; se somos prepotentes, afirmamos que sabemos reconhecer o nosso valor!

Para nos conhecermos, o Budismo nos ensina dois especiais procedimentos:

Atenção Plena: Que é a arte budista de observarmo-nos incansavelmente, procurando dirigir os olhos para nós mesmos. O que é um hábito que para ser desenvolvido exige esforço e grande força de vontade.

Interiorização: Que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não falarmos eu nunca sinto mágoa ou a raiva não faz parte de minha vida. Este proceder de negar nossos sentimentos inferiores chama-se auto ilusão, um proceder altamente destrutivo.

A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.

Complementa a interiorização o ato de estudarmos nossas reações perante a vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar a nós mesmos se sei que sou competente, por que senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente? Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos e conhecer o porquê de nossas reações, o que é um importante passo para a mudança de comportamento.

Os dois procedimentos acima levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter: o auto-conhecimento, que é a base do desenvolvimento em todos os campos de nossa vida.

Sobre o tema auto-conhecimento, disse o espírito Ermance Dufaux (livro Mereça Ser Feliz, Editora Dufaux): “Não existe felicidade, sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência, nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento da alma na busca de si próprio”.

Terceiro Passo:

Transformarmos em vivência prática nosso discurso sobre convivência e fraternidade, principalmente em nossa casa espírita.

Sobre o tema fraternidade, disse o espírito Ermance Dufaux (livro Unidos Pelo Amor, Editora Dufaux):

Antes dos projetos ‘além-paredes’, estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo mais próximo, aquele que divide conosco as responsabilida des doutrinárias rotineiras em nossa casa espírita, encetando esforços pela convivência jubilosa e libertadora. Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de relações (...).”

CONCLUSÃO FINAL:

No primeiro semestre do ano de 2005 ouvi de uma presidente de determinado Centro Espírita da cidade de São Paulo: “Dentro de nossa casa espírita havia muita intriga, muitas discussões e conflitos improdutivos. Um dia nossa equipe se reuniu e fizemos um acordo, o de sermos fraternos. Isto já faz um ano. Desde aquele dia até hoje, a fraternidade está presente entre nós. Sabe, nós descobrimos que ser fraterno é uma questão de escolha.

Concluindo, podemos em nosso meio espírita escolher uma das duas opções seguintes:

a) Sermos iniciadores ou propagadores de conflitos improdutivos entre irmãos do mesmo ideal, como ainda ocorre atualmente, ou

b) Escolher sermos fraternos, aceitando nossas diferenças, isto é, exercitando a alteridade.

Sermos fraternos é - simplesmente - uma questão de escolha. Então, que nós que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador, possamos escolher o caminho da fraternidade e, com isto, merecermos ser habitantes da Terra em sua nova e breve etapa: Mundo de Regeneração!

(*) Em setembro de 2005 foi editado o que considero um dos mais importantes livros dos últimos tempos. Um livro que resgata Kardec e o Espiritismo. Pela sua qualidade,mereceu o prefácio do admirável espírita baiano Ildefonso do Espírito Santo, um homem cuja vida é exemplo do que é ser espírita e, que, com seu conhecimento e com seus mais de 80 anos de idade, não prefaciaria um livro em que não endossasse o seu conteúdo.

O livro traz textos curtos, educativos e elucidativos de Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo, os quais - os textos - têm a função de mostrar um norte para o espírita e para o movimento espírita. Traz ainda a Agenda 21, que a vejo como um dos projetos mais sucintos e objetivos deste especial momento do Espiritismo.

A Agenda 21 foi elaborada pelo confrade espírita pernambucano Carlos Pereira, Presidente da Associação dos Divulgadores do Espiritismo no Estado de Pernambuco.

O livro, ou opúsculo, tem pouquíssimas páginas, mas é um pequeno-grande livro. Recomendo-o: Livro Atitude de Amor, Editora Dufaux, Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira. Pela importância do livro, divulgo os dados da editora, sem constrangimento e com muita alegria: Fone: (31) 3275-3953.Caso venha a ler o citado livro, provavelmente se motivará para ler o seu complemento: livro SEARA BENDITA (da mesma editora), o qual é importante (e esta é a palavra certa) para quem queira encontrar caminhos para o crescimento interior e para o arejamento do movimento espírita."