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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Livro N. 52 - A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado

 

Resenha do livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado

Autora: Jéssica Cavalcante
 
"O livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado tem como base principal nos mostrar para que nascemos, afinal não viemos ao mundo a passeio e ate para nascer tem o “por quê”. O livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado conta histórias variadas quais são de espíritos desencarnados que passam pela Casa Transitória que é um complexo hospitalar e de estudos para os irmãos desencarnados e o grupo espírita Euripedes Barsanulfo que tanto presta auxílio para os encarnados e também para os desencarnados.

  O livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado, é um livro Kardecista qual nos mostra com riqueza de detalhes um pouco da complexidade do plano espiritual. Além de trazer consigo muitos ensinamentos, possui citações valorosas. A meu ver, durante a leitura e análise, a principal lição que pude aprender é: “Não se vingue”, sabe aquele ditado que diz: “O Crime não compensa”? Pois bem, “a vingança não compensa” e com isso toda ações que realizamos iremos arcar. Ou seja, quem planta um dia irá colher e posso garantir que a colheita será farta.

 Por ser diversas histórias, com toda certeza possui mais de 6 histórias de vidas, são bem distintas essas histórias já que cada personagem, no caso pessoa, já que são historias reais possui contextos de vidas bem distintos, ou seja são pessoas de contextos sociais opostos mas o que elas tem em comum é que geralmente cometeram erros bem parecidos. A presença da violência, de condutas errôneas, vingança por morte prematura e etc.

 Logo no primeiro capítulo você se depara com a história de Manuela e de todo o livro a historia de Manuela foi a que mais me impressionou ate porque me surpreendeu e como eu gosto de dizer, não gosto de prever o que vai acontecer no livro – gosto de ser surpreendida. Logo nas primeiras páginas assim que Manuela se casa, eu penso: “Legal, se casou, agora vai ser feliz para sempre”, e com toda certeza me enganei. Estava tudo as mil e uma maravilhas, família feliz, tudo lindo ate que do nada surge o Everaldo e faz a historia de Manuela tomar um rumo oposto. E Manuela se envolve em um romance com Everaldo ate que ela vem a engravidar e com medo do marido descobrir ela resolve causar uma tragédia. (infelizmente não posso contar o que Manuela fez, pois se não perde a graça e eu acho justo o leitor sentir a mesma sensação que eu tive de surpresa). Então quando essa tragédia acontece, eu não imaginava que a leitura tomaria esse rumo. Ficou um suspense no ar, pois Manuela bem no início do livro é uma personagem típica de filme da Disney. A personalidade de Manuela é tão doce quanto à de Cinderela, mas como diz minha mãe: “É de onde não se tira que se espera”. Com toda certeza Durante a leitura você perceberá que Manuela e Cinderela só têm em comum mesmo a beleza.

Outra história que me fez “cair o queixo” foi a de Gustavo, no final você descobre que o vilão não é tão vilão assim. Uma coisa é certa na vida não tem isso de mocinho e bandido, porque ao passo que anda a vida o mocinho pode muito bem se revelar no vilão. Foi outro momento que me surpreendi, pois pensei que a leitura iria trilhar para um caminho e me deparo com uma informação que explica o ‘por quê’ de tantas coisas terem acontecido.

 Com toda certeza ao ler o livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado, você irá se surpreender. O legal do livro é que ele mescla momentos de muito suspense com momentos de paz, porque alguns momentos o cenário é no plano espiritual onde está uma verdadeira paz com os irmãos desencarnados estudando e auxiliando uns aos outros. O livro também trás algo bem interessante, a respeito de manicômios, pois no plano espiritual também existe manicômio.


 A percepção que eu tenho é que quando o assunto é umbral pelo visto o planeta Terra está bem agitado ultimamente pois as piores barbarias invés de acontecer no Umbral acontece aqui na Terra. É bom para acabar com esse estereótipo de céu e inferno, já que muitas vezes o inferno não está no umbral em si nas atitudes erradas e irresponsáveis dos humanos. Não estou dizendo que o planeta Terra é um ‘inferno’, afinal existem muitas pessoas boas nesse mundo, mas se existe violência e todo esse terror que vemos diariamente é unicamente culpa nossa, pois é a partir de ações humanas que nascem a violência e muitas outras tragédias. O livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado, trabalha muito a questão de conduta, pois ele mostra como nossas atitudes prejudicam o próximo e a nós mesmo, então ele frisa bem a respeito da ambição, o contexto familiar e etc. Isso é bem legal!

  Gostei muito do livro A Misericórdia Divina Nos Liberta do Passado, pois as histórias são bem envolventes, os conhecimentos acerca da espiritualidade também são bem interessantes, pois muitas de minhas dúvidas a respeito da reencarnação foram sanadas.

 Outro ponto que me chamou muita atenção é que esteticamente eu achei o livro muito lindo, não gosto de julgar capa, pois para um livro ser interesse ele tem que te conquistar. Mas a primeiro olhar eu achei o trabalho de diagramação bem feito, pois os detalhes em auto-relevo da capa achei bem legal, além que a capa em si é muito bonita. O livro é leve, e facilita bastante a leitura. Comento esse fator porque em termos estéticos também me surpreendi, pois ele é bonito esteticamente e lógico possui um conteúdo fascinante.

  Tem uma citação na pagina 306 e eu achei muito linda, transcrevi apenas um trecho, pois a citação completa está em: (CliqueAqui)

“É Deus! Deus, que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa mãe. Reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da Criação, na criança que sorri. No ancião que tropeça, no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instruí, no apostolo que evangeliza!”
                                                                                  Eurípedes Barsanulfo.

Segue as informações abaixo:


Autor:  Izoldino Resende
 Editora:  Chico Xavier
Nº de Páginas:  320
Preço:   R$ 12,00 *podendo variar conforme o distribuidor*
Mais informações do livro, acesse:


terça-feira, 5 de março de 2013

Mediunidade: Desafios e Bençãos



RESENHA

Obra : Mediunidade: Desafios e Bênçãos
Médium: Divaldo Pereira Franco
Espírito: Manoel Philomeno de Miranda
Editora: Leal
Ano: 2.012

Autor da resenha: Cristiano Cândido Neto

Mediunidade: Desafios e Bênçãos é um livro psicografado pelo Médium Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda que desenvolve o tema da mediunidade demonstrando, em forma de alerta a todos aqueles que encontram-se vinculados aos trabalhos mediúnicos, a devida importância do exercício responsável da mediunidade, porquanto “considerando as condições de inferioridade do Planeta, em razão do atraso dos seus habitantes, o espiritismo veio demonstrar, também, os perigos que existem no exercício inconseqüente da mediunidade, nos ardis incontáveis das obsessões, nos compromissos graves que devem ser assumidos por todos aqueles que tenham interesse em aprofundar os seus conhecimentos e conquistar a plenitude espiritual.”

Este livro contém vinte capítulos, além de uma apresentação introdutória. O objetivo deste livro é analisar o exercício mediúnico, as suas conseqüências e os escolhos desta atividade, demonstrando a necessidade do cultivo de uma moral elevada, de pensamentos positivos e leituras edificantes, a fim de sintonizar-se com os benfeitores espirituais, precavendo-se das ciladas e perseguições perpetradas por espíritos ignorantes e arraigados aos desejos de vingança e ódio.

No primeiro capítulo apresenta-se o Espiritismo como o Consolador prometido, porquanto inicia-se com o advento do Espiritismo uma nova era para a fé. O Consolador abre a cortina e o véu da obscuridade, anunciando que os tempos da verdade são chegados. Allan Kardec foi o escolhido pelo Mestre Jesus com a responsabilidade e o compromisso de codificar o Espiritismo, estabelecendo o grandioso mandamento “Fora da Caridade não há Salvação”. “E, hoje, em todo lugar onde brilha a luz clara e bendita do Espiritismo, encontramos o amor e a caridade, unidos, construindo o mundo cristão”.

A desencarnação não modifica a intimidade e personalidade do espírito, que mantém seus condicionamentos, conforme seu teor vibratório que alimenta intimamente. Os vícios mentais, os hábitos e as ações realizadas por longos anos transformam-se em sua realidade intima, desnudando o caráter do espírito. Todos os seus valores, desejos e vinculações permanecem inalterados, pois o ser humano é essencialmente o conjunto dos seus atos a que se submetia.

Os tesouros morais de fácil condução e difícil conquista são os sagrados patrimônios da vida. Devemos reconhecer a vida física como bendito educandário de evolução e resgate. Sempre é tempo de recomeço, enquanto o espírito encontra-se no corpo físico, pois a desencarnação apresenta a fatura a ser resgatada pelo espírito em futuras reencarnações, nem sempre fáceis.

O pensamento é energia dinâmica em contínua movimentação, influenciando o equilíbrio ou a desordem mental e emocional das criaturas. O pensamento, como força criadora plasma imagens vivas, denominadas formas pensamentos capazes de acarretar processos obsessivos graves. TERAPIA: O valioso recurso da oração é terapia que desagrega estas energias condensadas, libertando a mente do pensamento auto-obsessivo, restabelecendo o equilíbrio. Pensar é emitir ondas. Quando as idéias perversas e as fixações mentais negativas tomarem forma em teu íntimo, deves, como TERAPIA, refazer o teu campo mental, pois todos sofremos, mas a escolha do campo mental equilibrado é escolha sensata que o espírito renovado no amor cristão deve cultivar no campo fértil da mente.

Os pensamentos, palavras e atos estabelecem a sintonia espiritual do encarnado com os espíritos desencarnados, viabilizando a interferência e intercâmbio mental entre ambos, que estabelecem um link vibratório, retroalimentado pelo aspecto moral no qual se comprazem. TERAPIA: a terapia é romper a onda mental e a sintonia, mediante esforço de auto-iluminação libertadora.

A faculdade mediúnica, caracterizada como uma disposição orgânica que prescinde das qualidades morais, o que não ocorre com os conteúdos das mensagens psicografadas, deve ser educada mediante árduo treinamento prático e estudo doutrinário, em especial sobre o Livro dos Médiuns. O programa auto-iluminativo deve incidir sobre o domínio das imperfeições do caráter, dos conflitos comportamentais e da transformação moral. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforço que faz para dominar suas más tendências.

O espírito, inegavelmente, respira no campo das próprias exteriorizações mentais e morais, que lhe tipificam a própria evolução espiritual. Portanto, a ligação mental com os espíritos é constante, sofrendo as injunções e interferência cotidianamente. Portanto, a educação emocional e a superação das más tendências representam maior possibilidade de sintonia com as Fontes Superiores da Imortalidade. TERAPIA: Vigilância, oração e cultivo de bons pensamentos. A mediunidade está ativa em todos os dias e em todo momento.

A mediunidade requer responsabilidade, pontualidade, freqüência, planejamento e harmonia. Embora a mediunidade seja faculdade orgânica, nem todos possuem mediunidade ostensiva, mas todos podem atuar mediunicamente como médium de esclarecimento, de apoio para as reuniões de tratamento, médiuns de passe, etc. A mediunidade em si não significa evolução espiritual, mas o médium fiel ao seu compromisso serve e passa adiante sem exigir reconhecimento ou retribuição, pois a mediunidade é um apostolado com o Cristo.

O labor mediúnico é constituído por sacrifícios, renúncias e provações o que leva o médiun a desencantar-se com a disciplina, com a caridade e com o estudo sério da Doutrina Espírita. Kardec considerou que “o bom médium não é aquele que apenas recebe os bons espíritos, mas aquele que tem facilidade para as comunicações.” Entretanto, “a mediunidade exige cuidadosa educação, seriedade, vida mental ativa e equilibrada e saudável, sentimentos de solidariedade, de compaixão, a fim de extrair os espíritos bondosos, que tem interesse em contribuir a favor do progresso da humanidade.” É um esforço contínuo e solitário, representando uma verdadeira viagem da ignorância para a autoeducação, a autorrenovação e autoiluminação. A fixação das novas conquistas é lenta, mas constitui um dever impostergável.

Um fator prejudicial ao médium e a qualquer pessoa é o hábito arraigado de cultivar idéias deprimentes, as queixas, as conversações vulgares, que faculta o intercâmbio como os espíritos zombeteiros e inferiores. Estas atitudes tornam inevitável a sintonia espiritual entre encarnado e desencarnado devido a identidade de ondas, pensamentos, vibrações e sentimentos. As afinidades se dão através da sintonia ideológica e dos comportamentos mentais e emocionais, favorecendo a conexão espiritual.

O médium sério deve fixar-se em idéias sérias edificantes, onde o seu falar demonstre seu verdadeiro estado de constante busca de evolução espiritual. Tudo na terra é um convite à luta, ao esforço de crescimento, de trabalho de iluminação espiritual. Portanto, a saúde espiritual requer mudança de pensamento, evitando o comportamento autodestrutivo e queixoso. A oração, as leituras edificantes e a boa palavra melhoram a condição negativa psíquica e constituem um programa psicoterapêutico para a conservação da saúde e da sintonia com a vida abundante do Criador. O evangelho é uma sinfonia de superior beleza, elaborada com palavras luminosas, convidando às conversações superiores e libertadoras. O destino humano não é a eterna dor e sofrimento, Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Portanto, o nosso destino vincula-se inexoravelmente ao nosso Criador. Somos uma semente de sequóia, aguardando o crescimento espiritual.

Indispensável que o ser humano acorde para a autoiluminação, a fim de modificar sua verdadeira situação interior, trabalhando por melhorar sempre. Faz-se indispensável que se reserve tempo físico e mental para o mister iluminativo. A lei inexorável das reencarnações torna-se o caminho seguro para as conquistas da plenitude. Ninguém reencarna para sofrer e ser infeliz, porquanto a reencarnação tem por meta primacial desenvolver os valores íntimos. Cada criatura pode tornar-se feliz , desenvolvendo o seu Cristo Interno, desde o momento que ele descobre que o objetivo essencial da existência é a sua entrega ao amor e a Deus.

“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça , e tudo mais vos será acrescentado”, demonstra a necessidade de cultivo dos pensamentos superiores, evitando a construção de ideológica de enfermidades, de desconcertos, de distúrbios da emoção.

Mediunidade: Desafios e Bênçãos é uma obra de alto valor doutrinário que discorre sobre a mediunidade, demonstrando a necessidade de sintonia com a espiritualidade superior, a fim de desenvolver uma mediunidade responsável; tece várias considerações sobre a sintonia mediúnica e nos faz um convite à autoiluminação e ao otimismo.
Esta é uma obra muito importante que deve ser lida por todos que lidam com a mediunidade, bem como para todos as demais pessoas, haja vista que demonstra a importância da sintonia espiritual, pois todos estamos ligados intimamente aos irmãos encarnados ou desencarnados com quem nos afinamos pelos gostos, interesses, mostrando que devemos estar atentos para as ciladas dos espíritos inferiores que desejam a derrota do papel e da objetivo do médium.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

RESENHA - Nas Fronteiras da Loucura




Obra : Nas Fronteiras da Loucura

Médium: Divaldo Pereira Franco

Espírito: Manoel Philomeno de Miranda

Editora: Leal


Autor da resenha: Cristiano Cândido

Nas Fronteiras da Loucura é um livro psicografado pelo Médium Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda no qual “o autor Espiritual narra suas observações durante o período de um carnaval carioca, abordando as várias técnicas obsessivas, em casos de abusos e alienações com drogas, álcool, sexo, aborto e uma tentativa de suicídio, demonstrando o trabalho dos bons Espíritos num Posto de Socorro Central no mundo espiritual.”

Este livro contém trinta e um capítulos, além de uma introdução e um capítulo sobre a análise da obsessão. O objetivo deste livro é a análise da diáfana linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental, mostrando que em toda gênese da loucura há uma incidência obsessiva.

Neste Livro são analisadas algumas técnicas obsessivas de entidades perversas, que ainda se comprazem no mal, estimulando os sentimentos e paixões inferiores. São examinados, também, o outro lado da atividade da espiritualidade, onde abnegados seareiros voltados ao trabalho com Cristo, desenvolvem métodos, terapias e técnicas desobsessivas.

Na primeira parte são analisados os vários mecanismos de obsessão, tais como: Obsessão simples, que atua na maioria das pessoas, haja vista o natural intercambio mental e psíquico a que estamos todos sujeitos; Obsessão por fascinação, onde o obsidiado sofre indução telepática, além de internalizar as atitudes e as formas de ser de seu hospede; Obsessão por subjugação, que pode ser física, psíquica e fisiopsíquicas, onde a passividade do obsidiado leva-o a perder temporariamente o controle sobre sua consciência.

O livro apresenta algumas considerações sobre a Terapia Desobsessiva, a ser realizada pelo amparo espiritual, esclarecendo que a terapia desobsessiva requer alguns princípios para que a restauração da harmonia mental seja completa e eficaz: 1 – Reconhecer que o enfermo é um necessitado e não encontra-se bem; 2 – Evitar discussões inoperantes com o enfermo; 3 – Educar à luz do Evangelho; 4 – Atuar na ações beneficentes e de caridade; 5 – Aplicação de recursos fluídicos por meio do passe e água fluidificada.

A espiritualidade havia instalado um posto de atendimento espiritual ou núcleo transitório por ocasião dos festejos de carnaval, visando ao socorro espiritual dos necessitados de diversas ordens. Os trabalhos se iniciam em uma segunda feira de carnaval, quando os seletores de prece captaram uma solicitação de uma mãe cuja filha encontrava-se em estado inicial de alienação devido a um aborto cometido às escondidas, gerando um campo mental de remorso e ligação com o espírito reencarnante o qual não lhe perdoou o ato e desejava fazer justiça pelos próprios método da obsessão. A alienação mental caracterizava-se em uma dor que havia sido alimentada por ela mesma, mediante conduta egoísta, porquanto o maior inimigo do homem está dentro dele mesmo, materializado no egoísmo que concede apenas créditos e direitos, sem conceder ao próximo os mesmos benefícios e reconhecimentos.

O aborto sem justa causa é crime grave desencadeador de sofrimento e dor ao espírito.

Julinda, que cometera o aborto, encontrava-se psiquicamente vinculada ao espírito que deveria ter reencarnado. Portanto, o socorro e amparo espiritual deveria se estender a ambos, afim de obter o sucesso necessário para a libertação das referidas almas em sofrimento. Após belíssimo e competente trabalho de desobsessão o problema é contornado, assumindo Julinda o compromisso de receber o espírito como seu filho, além de receber também outro espírito que se vinculava ao obsessor, como forma de resgatar as suas dívidas passadas e o própria ato do aborto.

O caso Ernance é narrado como sendo uma jovem de 18 anos, de organização física frágil, com problemas cardíacos cármicos, educada em rígidos princípios espirituais, que sai com alguns amigos para observar o carnaval e passear, sem se preocupar com as ciladas a que se expunha. Ela acaba sendo vítima de um aliciador de menores, que lhe convidara a um passeio rápido, para conversarem, mas ela é dopada e sofre uma parada cardíaca, vindo a óbito.

O caso Fábio refere-se a um jovem de 17 anos que sob efeito de drogas teve seu veículo arremessado em um rio, acarretando seu desenlace e de mais três jovens amigos. Cada espírito sentia de uma forma diferente a desencarnação, conforme seus próprios méritos, pois “todos somos as aspirações que cultivamos e os labores que produzimos.” Os recém desencarnados, apegados à vida física e sem apoio religioso tinham dificuldades em se libertarem e volver ao mundo espiritual.

O caso Noemi narra a tentativa de suicídio que ela tenta realizar, após comprovar um caso de traição entre o seu marido e sua mãe. Desvendados as tramas do passado dos envolvidos nessa trama, a espiritualidade mostra que a gênese do seu sofrimento tem origem em outra vida, na cidade do Porto, em Portugal de 1832, quando a própria Noemi incitou seu amante à época (atual marido) a matar sua então esposa (atual mãe de Noemi) para que Noemi e seu amante vivessem seu romance.

Trata-se de uma obra de alto valor doutrinário que discorre sobre os problemas e efeitos das drogas; sobre as dificuldades que os recém desencarnados encontram em morrer e libertar-se dos vínculos que os prendem ao mundo físico; tece algumas considerações sobre sessões mediúnicas e nos faz um convite ao otimismo, demonstrando que o orbe terreno encontra-se em pleno processo de evolução espiritual, não obstante os diversos problemas enfrentados pelos diversos espíritos encarnados no planeta.

Esta é uma obra digna de ser lida e analisada mediante o uso da razão, visando uma melhor compreensão da necessidade que todos os encarnados possuem de renovação do campo mental e da sintonia espiritual, buscando encontrar nos ensinamentos do Cristo e do Consolador Prometido o Caminho da Luz e da Libertação da alma rumo aos elevados mundos espirituais.